segunda-feira, 23 de julho de 2007

No último post esqueci-me de dizer algumas coisas mas aquela hora a algazarra cá em casa era tanta que estava meio com a cabeça a pensar para escrever, meio atenta ao que se estava a passar no quarto da Beatriz e da Camila (como que já a prever que tanto barulho ia acabar mal), onde estavam elas e os irmãos. Andavam aos pulos na cama e a correr pelo quarto, o som dos risos e dos gritos de satisfação foram interrompidos pelo choro do Tomás que tinha caido da cama. E lá foi a mãe a correr até ao quarto a gritar que já os tinha avisado que não há pulos nas camas nem correrias nos quartos porque alguém se ia acabar por magoar. O Tomás estava deitado no chão com a cabeça virada para o chão e a chorar e quando o levanto, a boca cheia de sangue. Romaria até à casa de banho para se lavar a boca ao rapaz e ver os estragos causados pela queda e entretanto aproveito para lhes dizer de novo que quando os aviso para terem atenção às brincadeiras é para eles me ouvirem logo à primeira para evitar que depois termine de maneira menos boa. Não foi nada de grave, um lábio mordido na sequencia da queda, diria até que aquele choro todo foi mais do susto do que propriamente da queda. Giro giro foi o ar de arrependimento que tinham na cara!


Voltando ao assunto gravidez... Está a correr muito bem (felizmente), sem enjoos nem outros sintomas a não ser mesmo o sono mas até esse dá para aguentar bem. Se continuar assim, vai ser uma gravidez maravilhosa. Uma das nossas "preocupações" quando embarcamos nesta nova aventura era precisamente a de sairem gemeos de novo. Não é que fosse colocar-nos numa posição impossivel de resolver mas aí o orçamento ia ficar mais apertado porque já implicava mais mudanças. Por isso mesmo, suspirámos de alivio quando o médico nos disse que era só um/a.


As manas reagiram muito bem quando lhes contámos que vem um/a mano/a a caminho. Ficaram felizes da vida e até já manifestaram preferência em relação ao sexo do bebé: preferem que seja uma menina. O Tomás mostrou-se indiferente à noticia. O Eduardo e o Gabriel é que não pareceram ficar muito contentes com a ideia mas de certa forma estava já à espera porque para além de serem os bebés da casa, são os únicos que ainda não passaram por este processo da chegada de um/a mano/a. Mas com o tempo tenho certeza que se vão começar a habituar à ideia e não vamos ter problemas de maior. Estamos cá o pai e eu para os assegurar de que não vamos deixar de os amar e que o nosso colo chega para todos.

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Muito obrigada!

Muito obrigada pelas vossas palavras e felicitações. Engraçado como as melhores reacções que tive à noticia foram precisamente aqui, junto de pessoas que não conheço!
Infelizmente somos, cada vez mais, como que uma raridade no que toca ao numero de filhos e temos noção que, por isso mesmo, somos muito abençoados. É bom ver que há tantas pessoas que gostavam de ter uma grande familia mas por outro lado, é triste de chegar à conclusão que a grande maioria tem de se ficar pelo "gostava" porque a vida não permite mais. É mesmo muito gratificante ter a casa cheia, apesar do trabalho e de tudo o que exige de nós. No nosso caso, tivemos de tomar algumas medidas para fazer face às despesas: deixámos quase por completo de ir comer fora; nas férias não há viagens para fora do país; roupas de marca não usamos; somos adeptos das promoções nos supermercados (não há nada melhor para nós do que aquelas promoções do "leve 3, pague 2", a minha filha Camila até diz que somos a familia das promoções); andam em escolas públicas.
Quase todos os meses o dinheiro parece que voa, principalmente no supermercado, decididamente é aí que gastamos mais dinheiro. Confesso que às vezes me doi o coração ter de dizer a um dos meus filhos que naquele momento não lhe podemos comprar o que ela/ele quer (e as vezes fazem uns olhinhos que torna impossivel dizer-lhes que não) mas acho que isto também os ensina a ter noção do que custa ganhar o dinheiro e de que temos de fazer por merecer as nossas coisas.
Ajustámos a nossa vida de modo a passarmos o máximo de tempo com as crianças pois com tantos é mais dificil dar aquela atenção individualizada que eles precisam por vezes. Não deixámos de viver a nossa vida de casal, nem deixámos de estar com os amigos, apenas reajustámos conforme as necessidades dos miudos. E vale bem a pena, se vale...!
Todos os contras que podemos encontrar em ter a casa cheia de crianças são facilmente vencidos pelos prós. É, como disseram, uma questão de amor e de organização.

quarta-feira, 18 de julho de 2007

6

Lembro-me de desde sempre querer ter uma familia grande, com muitos filhos. Uma casa cheia. Cheia de risos e brincadeiras de crianças. Recordo-me da minha mãe me dizer, depois de lhe ter dito que queria ter 10 filhos, que quando começasse a formar familia ia mudar de ideias porque a vida é complicada, o tempo é pouco e ter um filho não é pera doce. A verdade é que não mudei de ideias quanto a ter uma familia numerosa, uma casa cheia, apenas moderei o número. Quando me casei não estipulámos quantos filhos deviamos/queriamos ter, estavamos de acordo que queriamos uma casa cheia mas não fixámos nenhum número, decidimos ver como nos corria a vida e decidir com base nisso. Veio a 1ª filha, a 2ª e depois o 3º, muitas opiniões de que já estavamos bem servidos porque tres é um bom número e porque tinhamos tido a sorte de depois de duas meninas, termos tido um menino. Quando decidimos ter o 4º filho muitos pensaram que tinhamos endoidecido de vez mas para nós a nossa familia ainda não estava completa e ter um 4º filho fazia tanto sentido como quando decidimos ter o 1º. O 4º e o 5º vieram juntos, uma benção enorme e o sentimento de que a familia estava mais completa. Mais completa mas não totalmente completa. E por não estar ainda completa, começámos há uns tempos a pensar num 6º filho. 6 parece-nos, ao meu marido e a mim, um bom número. O número que torna a nossa familia completa.

Tudo isto para dizer que estamos prestes a ser uma familia completa...



Lilypie Expecting a baby Ticker

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Ainda das compras...

Em mais uma ida às compras, desta vez com a canalha toda, quando a senhora da caixa (uma senhora já para os seus 40 anos) me diz o total a pagar comento que tenho de começar a alimentá-los a pão e água porque senão vou mesmo à falencia. Diz-me a senhora "Deixe lá, ao menos não come sempre sozinha como eu.". Só me queria esconder. É que realmente a senhora tem toda a razão!

sexta-feira, 22 de junho de 2007

O porquê da terapia da fala

O Gabriel e o Eduardo têm um atrasado no desenvolvimento da linguagem. Começámos a notar isto um pouco por comparação com os irmãos que com 2 anos já tinham meios de comunicação mais desenvolvidos e eles não são capazes de construir frases simples, frases com mais de duas palavras são para esquecer e mesmo com duas, é a muito custo e muitas das vezes não conseguimos perceber as palavras que eles estão a dizer. Têm uma linguagem própria entre os dois, conseguem entender o que cada um diz mas mais ninguém consegue percebe-los (bom, nós vamos apanhando algumas coisas e tentando perceber). Claro que tanto o pai como eu sabemos que cada um se desenvolve ao seu ritmo e que temos de lhes dar o espaço para eles crescerem no seu ritmo. Ficámos com a pulga atrás da orelha mas deixámos andar e ver como é que eles iam progredir. Eles não progrediram e começou-se a notar que isto interferia com a vida deles: começaram a retrair-se, deixaram de tentar dizer as coisas, recusavam-se mesmo a tentar dizer o que fosse e não queriam brincar com outras crianças. Ora, quando percebemos que isto os estava a afectar decidimos falar com a nossa pediatra acerca do assunto e ela recomendou-nos a ir a uma avaliação com um terapeuta da fala porque seria a pessoa mais indicada para nos elucidar do que se estava a passar e o que podiamos fazer para ultrapassar isto. Fomos com os dois à avaliação na terapeuta da fala e decidiu-se que o melhor mesmo era começar desde já com a terapia da fala. Eles ainda não estão a ir às sessões há muito tempo por isso ainda não lhes notamos grandes melhorias mas já dá para ver que eles se estão a esforçar por aprender.
Também nós pais já aprendemos algumas coisas: quando eles não conseguiam dizer determinadas palavras, fazíamos por compreendê-lo, desse por onde desse. Agora aprendemos que não os estamos a ajudar quando o fazemos; quando alguém lhes fazia alguma pergunta, se eles não respondessem, apressávamo-nos a responder por eles e isso também não os ajuda em nada; aprendemos que devemos tentar sempre falar devagar e de frente para eles; por vezes fazer de conta que não os percebemos de modo a que eles tenham de tentar dizer as coisas de outra maneira; corrigi-los quando dizem algo mal mas sem nunca os obrigar a repetir de seguida. Tem sido e vai ser um processo de aprendizagem para os dois lados e esperamos que eles comecem a ganhar confiança e desenvolvam a linguagem sem problemas de maior.

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Terapia da fala III

Hoje voltámos ao choro e à recusa a participar na aula. Nada parece motivá-los a querer ir e participar na aula, nem mesmo os autocolantes que a terapeuta lhes dá caso eles se comportem bem e participem. A caminho da aula passamos por um parque muito engraçado e eles costumam pedir para ir brincar por isso disse-lhes que se eles se portarem bem, sem choros e birras, e participarem na aula da proxima Terça feira, podem ir ao parque brincar. A ver se assim funciona.