quarta-feira, 31 de outubro de 2007

23 semanas (e um dia)

Já vamos com 23 semanas. 23 semanas vividas com muita alegria e muita calma, nada de ansiedades (pelo menos até agora e espero bem que assim continue). Gostava mesmo era que o tempo corresse mais devagar para conseguir aproveitar ainda mais esta gravidez que será, muito certamente, a última. Por vezes dou por mim a ficar ligeiramente triste ao pensar que esta será a ultima vez que vou ter dentro de mim o milagre da vida pois é realmente uma sensação única esta. Mas depressa me meto contente ao pensar que tive a sorte, o privilégio de experienciar esta sensação 5 vezes.



Vamos em 73º lugar aqui e em 72º aqui! E até chegar lá acima vai ser um instantinho.


Dos nomes... Está-se a revelar uma tarefa muito complicada! Então não é que cada um quer uma coisa e ninguém está com grande vontade de ceder! A Beatriz, que foi das primeiras a vincar que não ia desistir do nome que escolheu, deu a sugestão da pobre da criança ficar com os nomes todos preferidos de cada um de nós! Havia de ser giro havia! O pai e eu achámos que seria justo deixar a escolha do nome para os manos mas não estávamos à espera (pronto... o pai estava e avisou a mãe que assim ia ser complicado) que cada um quisesse um nome e não aceitasse os nomes propostos pelos outros. Muito possivelmente vamos ter de arranjar outra maneira mais democratica de decidir. Até agora as sugestões que temos são: Adriana, Francisca, Clara, Margarida e Rita, sendo que o Rita já foi Joana. E o pai confidenciou-me ontem que não se importava mesmo nada que a bebé se chamasse Concha. Já eu... Ainda não me decidi quais os nomes que prefiro.



Quanto às roupinhas e afins... Ainda não comecei a ver o que tenho guardado mas a ver se não passa deste fim de semana. Em principio as coisas que se tornam mais caras (cama, alcofa, cadeira de passeio) que temos guardadas no sotão estão em bom estado e vão dar para serem usadas, mesmo que se tenha de lhe dar uma cor ou um brilho para ficar com uma cara mais lavada. Logo se vê.

Isto é digno de registo... Amanhã as minhas filhas vão as duas, sozinhas com as/os amigas/os, pedir o pão por Deus! Isto depois de muitos dias a pedincharem, a usarem todos os argumentos que se lembravam para que eu dissesse que sim, de terem pedido aos amigos que me pedissem para as deixar ir. Acabei por dizer que sim. Porque elas são duas miúdas muito responsáveis (às vezes penso que responsáveis demais para a idade que têm), porque o grupo é grande e de confiança, porque isto faz parte do crescer. Claro que logo a seguir ao sim dito, veio a contestação do Sr Tomás que também queria ir com as irmãs. Vai com o pai e os irmãos. Ficou satisfeito quase na mesma. Cá em casa já temos uns saquinhos feitos, com rebuçados, um chocolate e um chupa, para entregar a quem nos tocar à porta.

Que tenham todos um óptimo feriado!


sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Faltas de respeito

Se há coisa que eu não tolero cá em casa são as faltas de respeito, quer sejam faltas de respeito deles para nós como entre eles. E eles sabem isso só que por vezes conseguem ser muito esquecidos e ontem aconteceu um desses momentos de esquecimento. Estava eu a dar banho aos gémeos quando ouço uma grande algazarra vinda do quarto dos meninos. Consigo decifrar a voz da Beatriz e a voz do Tomás. E consigo também decifrar umas palavrinhas menos bonitas ditas pela menina Beatriz ao Tomás. Chego ao quarto para saber o que se passa, cada um conta a sua versão ao mesmo tempo, falando cada vez mais alto para a sua voz se sobrepor à do outro. No fim desta confusão toda, estavam a discutir por causa de um jogo do gameboy! O Tomás estava a jogar gameboy sossegado no seu canto e a menina Beatriz não vai de modos e tira-lhe o gameboy para jogar ela com a desculpa de que é mais velha que ele por isso tem direito a jogar quando lhe apetece mesmo que ele esteja a jogar. Como me pareceu que eles andam demasiado esquecidos de como funcionam as coisas cá em casa tive de os relembrar que aqui em casa há que ter respeito igual uns pelos outros, os mais velhos pelos mais novos e vice versa, sem qualquer tipo de excepção em momento algum. Quanto à Beatriz, para além de ter tido de pedir desculpa ao irmão por lhe ter tirado o jogo e chamado nomes feios, teve de devolver o jogo ao irmão e está proibida de jogar durante 3 dias.
Espero bem que cenas como estas não se voltem a repetir porque das coisas que mais me custa é vê-los a discutir daquela maneira, embora saiba que é normal. E não gosto nada destas faltas de respeito porque não é assim que os temos educado.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Ontem apeteceu-me fazer uma extravagância e não me fiquei só pelo apetecer como acontece na maioria das vezes. Combinei com o paizinho cá da casa para ele ir buscar os filhos e ficar com eles durante o final da tarde e fui buscar as meninas para um final de tarde só de meninas.

Da escola delas seguimos para o cabeleireiro (que os cabelos estavam mesmo a precisar de um corte). Uma primeira vez para a Beatriz que nunca tinha cortado o cabelo fora de casa até ontem. E que contente que ela estava! Saímos de lá com uns cortes de cabelo todos bonitos, as miúdas iam radiantes, e com alguma fomeca. Estava a ser tão bom aquele tempo a três que decidimos telefonar ao pai para o informar que nós, meninas, iamos jantar as três, ou melhor, as quatro (que a bebé também conta) fora e ele ficava encarregue dos meninos. Seguimos para jantar, com muita conversa, muito riso e muita cumplicidade. No meio de tanta conversa, quando dei por ela já eram 22 horas! Mais do que horas de nos pormos a caminho de casa para deitar as miúdas mas até deu pena acabar aquele dia tão bom.


Ao chegar a casa, umas meninas todas vaidosas a perguntar ao pai se estavam giras e se ele gostava do novo look. Claro que o pai gostou. Quanto ao homem e amostras de homens da casa... Pelo estado (desarrumado) da casa diria que se divertiram imenso na noite só de homens. E como o saldo final foi tão positivo, a experiência vai ser para repetir mais vezes, da próxima vez vai o pai passear com as filhas e eu fico com os meninos. Noto que lhes faz (e a nós também) muito bem ter estes momentos em que a nossa atenção é dividida por menos ao mesmo tempo.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

"Mãe, depois da mana é um mano."

Dito pelo Tomás hoje de manhã enquanto o ajudava a vestir-se.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

A ida à consulta

O já já acabou por demorar muito mais tempo do que eu estava a contar. Foi um final de tarde/ inicio de noite atribulado com trabalhos de casa que exigiam ajuda e uma menina sem vontade de escrever um texto e birrinhas e tosses e choros e um miudo a vomitar por causa da tosse, do choro e da birra. Já passavam das 23 quando apaguei a luz do quarto das meninas, as ultimas dos 5 a dormir, e ouvi um "Até amanhã mãe. Até amanhã mana bebé." vindo da Beatriz. Estava dificil conseguir que os miudos adormecessem.

Mas falando do que interessa agora, a Camila e a Beatriz adoraram a consulta! Estiveram muito atentas a olhar para o monitor e a ouvir o que a médica lhes ia explicando. A mana quase que fez a malandrice de esconder o sexo (deve ter ficado envergonhada com tamanha plateia) mas no fim deixou ver tudo. A médica ia explicando o que ia aparecendo no monitor, elas maravilhadas, até que chegou o momento da verdade... A médica perguntou-lhes se sabiam a diferença entre uma menina e um menino, isto mais para os pequeninos que a esta altura já estavam a perder o interesse pelo que se estava a passar, e de seguida perguntou-lhes se eles conseguiam perceber o que é que a bebé tinha ou neste caso, não tinha. Claro que não é a coisa mais facil de se perceber mas a médica ajudou e as mais velhas chegaram lá. Ficaram eufóricas! O Tomás, que tinha vindo a passar da indiferença para a preferência por ter outro mano rapaz, ficou contente mesmo assim. O Eduardo e o Gabriel, a atitude continua a ser quase a mesma embora nesta altura já esteja tudo mais real na ideia deles. Quando saimos do consultório as minhas filhas pediram para irmos ver roupa de menina e lá fomos nós, comprar a primeira peça de roupa de menina. Um fatinho em tons de rosa, muito lindo e amoroso, que irá na malinha a levar para a maternidade para ser o primeiro fatinho da bebé, comprado debaixo do olhar atento da moça da loja que disse estar "maravilhada" com a minha "grande e linda familia" e só mesmo isso para sorrir e dizer para que não me preocupasse em arrumar quando as minhas filhas tiravam roupas do sitio e não as arrumavam direito ou quando os meus filhos andaram a jogar às escondidas dentro da loja.

Agora que já não é segredo que vem ai uma menina, vamos começar a ver o que temos e que pode ser aproveitado para termos ideia do que temos ou não de comprar. E vai ser tão bom ir mexer nas coisinhas pequeninas dos meus bebés já (tão) grandes!

E a nossa 6ª benção é....








....Menina!!!!










E a verdade é que a maioria acertou! O resultado da sondagem, com 143 votos no total, foi:

... menino 57 votos (39%)
...menina 86 votos (60%)


Volto já já para vos contar como foi a consulta, como os manos reagiram e essas coisinhas.

sábado, 13 de outubro de 2007

Acreditam que já vamos a metade desta viagem?! É que eu mal posso acreditar. Estava ali sentada no jardim a fazer a lista das compras e a tentar fazer um "inventário" das coisas a comprar para o/a bebé para termos tudo preparado a tempo e como que se fez luz que já só falta metade do tempo. As miudas andam super ansiosas à espera que chegue o dia da consulta para saberem o sexo do/a bebé e, apesar de continuarem as duas a preferir uma mana, a Camila diz que acha que é um menino e a Beatriz mantém a convicção de que é uma menina. Numa destas noites, ao passar pelo quarto delas, ouvi-as falar sobre os nomes que mais gostam mas não fixei os que elas disseram e até agora não se falou a sério sobre os nomes, está tudo à espera de saber o sexo para opinar. E dia 16 já está mesmo ai a chegar! Nestes dias que ficaram de molho, passaram tempo considerável encostadas a mim, a dar-me festinhas na barriga e a conversar com o/a bebé.
Engraçado como as percentagens da sondagem mudaram, no inicio os votos no menino eram em maior numero e agora é o oposto. Quem será que tem
razão? :)

Entretanto, a gripe passou. Finalmente. E para evitar, ou tentar evitar, mais gripes como esta, vacina para os 5.


O retomar da escola... Correu bem para as meninas, a Camila estava preocupada por estar a perder tantas aulas mas no primeiro dia de regresso conseguiu logo passar os cadernos; a Beatriz estava mais preocupada com os dias de brincadeira que tinha perdido do que propriamente com a matéria. Para os meninos é que foi complicado... Resolvi que talvez fosse mais fácil para os gémeos se eles fossem comigo ao 2º piso deixar o Tomás e só depois deixá-los a eles na salinha pois, pensei eu, que iriam ver como o mano ficou sem chorar na escola e iriam fazer o mesmo. Na teoria estava tudo muito bonitinho mas na prática... O sr Tomás resolveu ficar a chorar e a pedir para voltar para casa e claro que, solidários como os manos são, os gémeos ainda na sala do Tomás começaram a chorar também e a pedir colo. Estava a ver a minha vida muito negra e estava tão cansada que equacionei durante uns momentos voltar com eles para casa mas depressa voltei à realidade, acalmei-me, pedi-lhes que parassem de chorar e repeti aquela lenga lenga do costume de que "os pais vão trabalhar e os meninos ficam na escola a brincar com os outros meninos", prometi também que os ia buscar logo a seguir ao lanche. Não que tenha ajudado de muito pois o Tomás ficou com umas lágrimas a cairem-lhe dos olhos e os gémeos desceram as escadas a muito custo, sempre a chorar e a chorar ficaram quando os entreguei à educadora. Sei que pouco depois aquilo lhes passou aos 3 e passaram bem o dia.
O Eduardo e o Gabriel, antes de ficarem doentes, já estavam a entrar no ritmo: já não ficavam a chorar, eventualmente só com umas lagrimas nos olhos e mais o Gabriel que o Eduardo, já participavam mais nas actividades em grupo, já comiam e faziam a sesta com menos resistência; mas com estes dias todos em casa perderam um pouco o ritmo, o que é perfeitamente normal. Sei que com mais uns dias voltam a habituar-se ao ritmo da escolinha. O Tomás só chorou mesmo naquele dia, por mimo.

Acho que tinha mais coisas para contar mas esta cabeça não está a ajudar muito com a falta de memória...

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Então não é que a sra gripe nos pregou uma enorme partida e atacou a camada infantil toda de uma só vez? Resultado, 5 crianças mimosas e a exigir atenção sempre ao mesmo tempo e consequentemente, pai e mãe sem mãos a medir para chegar a todos. O que nos vale é que eles se vão mimando e entretendo uns aos outros! Hoje não houve escola para ninguém porque de manhã ainda estavam com febre e pelo andar da coisa, amanhã também ficam os cinco de molho. A ver se mandamos a sra gripe embora depressa para retomarmos o nosso dia a dia.
Lembrei-me agora de que nem quero imaginar a choradeira que vai ser quando deixar o Eduardo e o Gabriel na escola visto que irão ser no minimo 5 dias em casa... Maldita gripe...
Ia-me alongar e contar os progressos que o Gabriel e o Eduardo fizeram na escolinha mas tenho aqui um Tomás com umas faces muito rosadas a pedir miminhos de mãe, fica para assim que tiver um tempinho.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Sinceramente não sei como é que o governo pode achar que vão ter sucesso com estas novas medidas de incentivo à natalidade! Claro que é um passo em frente mas é so um quando são precisos muitos muitos mais. E não é so com mais dinheiro que se resolve isto, há muitos mais problemas a bloquear o crescimento da natalidade e o governo parece estar-se a esquecer disso. O governo tem mesmo muito trabalho pela frente se quer lutar a serio contra o envelhecimento da população.

Uma coisa que me faz uma certa confusão é a maneira como os escalões estão feitos pois acabam por não servir a muitas familias a quem deviam servir. Não estão mesmo nada bem ajustados à realidade. Olho para o nosso caso, recebemos uma ninharia de abono e temos 5, a caminho de 6 filhos, tudo porque o governo considera que recebemos muito no final do mês e como tal, os nossos ordenados chegam e sobram para sustentar os miúdos. E o nosso caso nem é dos piores porque felizmente, com mais ou menos ginastica, os nossos salários dão para os nossos gastos e nunca nos falta comida na mesa nem roupa no corpo. Também se não dessem, não tinhamos embarcado nesta aventura de ter muitos filhos. Aqui está outra coisa que também me faz confusão, o serem as pessoas com menos condições que acabam por ter mais filhos (e este assunto dava pano para mangas). Só mostra que a educação não está a funcionar e o governo tem de actuar aqui nesta situação também. É melhor ficar por aqui senão fica um post enormissimo...

Entretanto já imprimi os impressos para preencher e ir à segurança social para ver se tenho direito ao subsídio de gravidez, que bem jeito fazia. Mudando por completo de assunto....

Bem!! Está tão renhida a votação! No dia 16 acaba o suspense :)