quarta-feira, 20 de outubro de 2010

1 mês

1 mês... 30 dias... É o tempo que nos separa do primeiro aniversário das gémeas! Nem posso acreditar. Se por um lado acho que este ano passou a voar - ainda mais do que o costume - por outro tenho quase a certeza que este ano equivaleu a uns 10 ou 15 anos!

Quase um ano e mal guardei recordações delas aqui. E o tempo que não perdoa as memórias, que vão ficando cada vez mais nubladas...

11 meses e são raras as noites em que dormem a noite toda. Aliás, posso afirmar que em 11 meses isso ocorreu 3 vezes. 2 vezes a senhora Adriana e 1 a Francisca. Têm o péssimo hábito de preferir adormecer ao colo - não vos censuro, o colinho das manas deve ser óptimo. A adormecer na cama só mesmo com companhia com direito a histórias e cantorias. Não há dúvida alguma que estão mimadas até mais não! Ainda não foram fazer companhia à Concha no vosso quarto mas talvez esteja para breve esta mudança.

Há poucos dias a Adriana aventurou-se nos seus primeiros passos e que grande festa que os irmãos lhe fizeram. A Francisca, menos destemida que a irmã, prefere continuar a andar agarrada às coisas ou de mãos dadas connosco. A seu tempo lá irá. Gatinham como umas autênticas profissionais (o terror dos manos quando há brinquedos espalhados pelo chão) e ninguém vos pára. Como todos, têm uma tendência enorme para irem mexer no que não devem e nada que esteja ao vosso alcance está seguro.

Tal como acontece com o Eduardo e o Gabriel, têm as duas personalidades muito diferentes. A Adriana é o furacão, irrequieta e barulhenta, não gosta de ouvir um não - fica com um feitiozinho tão torto - e está sempre metida a fazer asneiras. Não é nada dada aos mimos apertados que os irmãos lhe dão e quando estes insistem não hesita em fazê-los saber que não quer, chorando ou distribuindo umas palmadas e puxões de cabelos. No entanto gosta de brincadeiras "mais brutas" com os irmãos. Quando quer, distribui uns beijinhos tão bons! A Francisca é a nossa paz de alma. Sossegadinha, não gosta de grandes confusões - é uma bebé meio assustadiça -, está sempre pronta a receber uns mimos e a distribuir beijinhos por todos nós. Não tem tido um primeiro ano de vida fácil mas é uma lutadora sempre pronta a lutar e a sorrir.

Já nos deliciam com algumas palavrinhas: oá, can, mamã, bá. Mas claro, com tanto mano em casa, não podiam demorar a aprender a chamá-los e é provavelmente a palavra que mais vezes dizem.

Não são propriamente boas bocas. A Francisca costuma ter uma falta de apetite impressionante e as refeições são umas pequenas lutas. Tudo se torna mais fácil com a ajuda dos manos, que tornam os momentos de refeição em pequenas brincadeiras (a maravilha que é ter estes ajudantes).

São as nossas pequenas princesas, que viraram as nossas vidas do avesso mas que nos fizeram uma família ainda mais feliz! E eu só peço que este mês passe devagarinho!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Dilema resolvido

Obrigada a todas pelas vossas opiniões quanto à separação dos gémeos na sala de aula.

Tentámos ao máximo fazer o Eduardo ver que era uma coisa boa ele estar a partilhar a carteira com outro menino que não conhece tão bem quanto ao mano, uma oportunidade de fazer mais um amigo, mas nada disto o convenceu. Chegámos ao ponto de ter de o arrastar para a escola, de o deixar lá a espernear e a berrar que não queria lá ficar e de o ter a vomitar todas as noites antes de ir dormir. Estava a chegar mesmo a uma situação impossível de gerir e por isso nós pais tivemos uma conversa muito séria e decidimos que tínhamos mesmo de falar com a professora.

A conversa com a professora correu bem, fizemos ver o nosso ponto de vista e, acima de tudo, conseguimos que ela visse que o Eduardo não andava bem e que estava a fazer recusa à escola. Ficou combinado que até ao Natal o Eduardo e o Gabriel tornam a ser companheiros de carteira - salvo situações de mau comportamento. Nessa altura "será feita nova avaliação" para se decidir se o melhor é continuarem juntos ou separados. Confesso que prefiro que, chegada a altura, a professora não os separe porque não consigo ver necessidade disso - mesmo tendo tentado colocar-me no lugar da professora e ver do ponto de vista dela - mas vou deixar chegar a altura para pensar nisso. Até porque sei que a professora não decidiu separá-los só porque sim e tenciono dar crédito à sua maneira de ver as coisas.

Restabelecida a normalidade quanto aos lugares na sala de aula, aos poucos começamos a ter de volta o Eduardo que conhecemos, mais calmo e bem disposto e contente com o ir à escola.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Dilema

Mantém-se a recusa do Eduardo em relação a ir à escola. Todas as noites e manhãs temos birras e pedidos para não o obrigarmos a ir à escola. Esta recusa deve-se ao facto de a professora o ter mudado de lugar, o que implicou separá-lo do Gabriel. Unidos como eles são, consigo compreender a angústia que isto está a provocar no Eduardo. Resolvemos ir falar com a professora para saber qual a razão por detrás desta decisão. Já estávamos à espera que a razão não fosse por eles serem tão unidos que acabam por não socializar com os outros meninos porque durante todos os anos de jardim infantil nunca tivemos tal queixa e já os vimos na interacção com outras crianças.

A razão que a professora nos deu não nos satisfez totalmente. Disse-nos que achava que ia fazer bem aos dois passarem mais tempo separados, para se tornarem menos dependentes um do outro.

Ora, tanto eu como o pai não concordamos que eles sejam dependentes um do outro. São muito unidos, sim, sem dúvida alguma que são - e até acho que mau era se não fossem. Mas esta união, achamos nós, não se prende com dependência que possam ter um do outro. Penso que é algo tão natural quanto dois outros alunos, apenas e só amigos, optarem por se sentarem lado a lado nas carteiras da escola, porque para além de gémeos, o Eduardo e o Gabriel são bastante amigos. Podem até estar a atravessar uma fase em que precisam mais do conforto que a presença do outro promove, visto estarem num ambiente novo e com novas pessoas, experiências e exigências. Mas será isto necessariamente mau? Será isto sinal de dependência?

Sentimos-nos num grande dilema. Será que devemos confiar no que conhecemos do Eduardo e do Gabriel e pedir à professora que respeite a decisão deles de se quererem sentar juntos na sala de aula? Ou será que devemos confiar na opinião de uma pessoa de fora, que os conhece faz relativamente pouco tempo mas que, estando de fora, pode ter uma perspectiva diferente mas correcta? É que realmente a nossa opinião enquanto pais pode estar errada.
Quem disse que ser Pai era fácil?