segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Boas entradas!


Que 2008 vos traga tudo o que mais desejam!!

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Natal

Agora que passou a correria do Natal, estamos de volta! Peço desculpa a todos por não ter ido a cada blogue pessoalmente desejar um bom Natal, tal como eu queria, mas não houve mesmo oportunidade.

Que tal o vosso Natal? O nosso foi óptimo! Cheio de saúde e na companhia da família. O dia 24 foi passado com muito boa disposição e muitas asneiras à mistura que iam piorando em quantidade e gravidade com o passar das horas mas felizmente que pelas 22 horas já os mocinhos se tinham rendido ao sono. O jantar estava maravilhoso - que bem que me soube aquele bacalhau cozido com couves- e a companhia melhor ainda!

A manhã de 25 foi a euforia geral! 5 miúdos excitadissimos e felicissimos com os presentes que o pai Natal lhes deixou nos sapatinhos. O dia foi passado na brincadeira com eles, a experimentar os brinquedos novos e com muitos mimos à mistura, sempre na companhia da familia.
Que para o ano o nosso Natal seja igualmente bom e com a companhia de toda a familia.

Pedido

Rita (Rita&Tiago) e Sara CS, será que me podem enviar o vosso mail para eu pedir o acesso ao vosso blogue sff? Se não quiserem deixar o vosso mail nos comentários, enviem-me um mail sff. O meu mail é maria.mae.antunes@gmail.com. Muito obrigada!

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Feliz Natal!

Agora que já temos a Beatriz em casa o espirito Natalicio está de volta!

A todos que nos lêem, os votos de um feliz Natal, cheio de amor e saúde, prendinhas também, na companhia dos que mais amam!




domingo, 23 de dezembro de 2007

Continua internada a Beatriz mas felizmente está a melhorar! Hoje estava com muito melhor cara e já começou a tolerar pequenas quantidades de comida e bebida no estômago. Está farta de estar no hospital, cheia de vontade de vir para casa, para a caminha e coisinhas dela. Mas se tudo correr bem, segunda feira de manhã já cá está.

Muito muito obrigada a todas pelas vossas palavras de apoio!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Ficou internada... Até conseguir tolerar no minimo água no estomago fica a soro no hospital...

Tenho o meu coração bem bem apertadinho... Maldita virose!

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Infelizmente a Beatriz não melhorou, pelo contrário, foi piorando durante a tarde. Ao final da tarde quando o pai chegou, a temperatura dela estava perto dos 40º e já há um tempinho que ela estava a recusar beber o que fosse por isso fomos ao consultório da pediatra que nos mandou logo ir ao hospital com ela. Contra a vontade do marido (que o hospital é um antro de doenças e o que menos preciso agora é ficar doente) fui com eles até ao hospital, mais porque a Beatriz estava a chorar que queria que eu fosse. Estivemos imenso tempo à espera que ela fosse chamada, a urgência pediátrica estava cheia de miúdos no mesmo estado que a Beatriz. Quando finalmente a chamaram, o pai levantou-se com ela ao colo para a ir levar ao gabinete médico e eu segui ao lado deles. Então não é que o segurança não me deixava passar com eles?! E o pior nem foi isto, porque eu estou farta de saber (embora não concorde minimamente) que só pode entrar um acompanhante por criança, o pior foi mesmo o senhor não nos deixar explicar que não queriamos ficar os dois com ela, que o pai só a ia levar lá dentro porque como era visivel a menina não se aguentava em pé e eu com esta barriga era-me impossivel pegar nela! Estivemos uns bons minutos a tentar explicar ao senhor e ele sem deixar explicar até que o marido começa a avançar para entrar, eu vou atrás, e a dizer que vai levar a menina até ao medico e ele se quiser que venha atrás. Foi um espectáculo triste que só visto, nós a entrarmos e o senhor a vir atrás, quase aos berros, toda a gente a olhar, médicos inclusivé. Até que um médico pergunta o que se está a passar, ao que o meu marido relata o que se passou. Sabem o que o sr segurança disse depois de ouvir o meu marido falar com o médico? "Podia-me ter dito isso logo no inicio e tinha-se evitado toda esta confusão." Nós bem que tentámos, o senhor é que não nos deixou, sempre a interromper-nos! Com nervos à mistura, lá se resolveu tudo, fiquei com a Beatriz e o médico e o pai foi para a sala de espera.
O médico auscultou-a, tirou-lhe a temperatura e achou que o melhor era deixá-la em observação a soro, já medicada para baixar a febre. Estivemos assim até cerca da meia noite, hora em que o médico decidiu que o melhor era ela passar a noite em observação. Fui avisar o pai que já não me deixou voltar para dentro e que até já tinha telefonado ao meu pai para me ir buscar e levar a casa. Claro que não fiquei nada satisfeita pois queria ficar com a minha pequenina, não por achar que ela com o pai está mal entregue porque não podia ficar em melhores mãos mas mãe é mãe e não me parecia nada correcto ir para casa e deixá-la ali. Só que como não posso pensar só em mim, tenho de pensar também na embutida, vim para casa e o pai ficou lá.
Uma virose, diz o médico. O pai diz que ela passou uma noite melhor do que a anterior, o que só pode ser bom sinal. De manhã o médico disse que queria mantê-la pelo menos até à hora de almoço a soro e em observação. Estamos agora à espera que o médico volte da hora de almoço, para o pai saber como a Beatriz está e se já pode vir para casa (esperemos que sim!).
Passei uma noite péssima e ainda estou parva com aquela atitude daquele segurança! Como é que dão aquele serviço a pessoas tão sem tacto?!

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

E agora que a gripe se foi embora apareceu uma treta qualquer que atacou a Beatriz. Muita febre, muitos vómitos e uma prostração de meter dó!

Ontem de noite, no meio de tanto vomito, só me dizia que tem muito azar porque com tantos dias para ficar doente, tinha logo de ficar doente nas férias. Pobre criança!
Está a chá e água mas nem isto fica no estomâgo, ainda está a beber e já está tudo a vir cá para fora... E claro que com a água/ chá vem também para fora os medicamentos para a febre e vomitos e como tal, não passam os vomitos nem baixa a febre. Tentei convencer a Beatriz a deixar-me meter um supositório mas não consegui, teimosa a miúda! Entretanto telefonei há pouco à pediatra que me disse para continuar a insistir com a água e com o chá para evitar a desidratação e ir controlando a temperatura, caso ela logo ao final da tarde não esteja melhor, ficou a indicação para passar pelo consultório. Esperemos que durante a tarde isto tudo passe ou no minimo, melhore.

Dos nomes I

"Fica Concha esta e depois a próxima fica Adriana ou Francisca ou Clara como vocês querem."
Dito pela Camila, que já se deixou convencer pelo pai quanto à escolha de Concha para o nome da irmã.
Como podem ver, a coisa já não vai muito mal pois passámos de 6 para 4 sugestões.
Ah e caso não tenham reparado, esta minha filha, tal como o irmão Tomás, está convencida de que depois desta irmã ainda virá outra!

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Perdi a conta ao número de vezes que comecei a escrever este post. Começava a escrever mas apagava sempre antes de o postar pois achava que não era muito correcto publicá-lo, isto porquê se os blogues são privados é porque as pessoas não querem que qualquer um o leia. Mas como perguntar não ofende, desta vez resolvi publicar o meu "pedido":

Meninas que nos visitam e que têm os blogues com acesso privatizado, tenho curiosidade de vos ler para vos conhecer. Será que tal é possivel? Compreendo perfeitamente a resposta negativa. Espero sinceramente que não levem a mal o meu pedido!

domingo, 16 de dezembro de 2007

Doenças, Natal e afins

Uma noite durante esta última semana a Beatriz veio ter comigo e perguntou-me se o Pai Natal existe porque a sra contínua tinha dito que não existe Pai Natal, que são os pais e as mães que metem os presentes nos sapatinhos. Não sabia muito bem o que lhe responder mas acabei por lhe dizer o que me fazia mais sentido e me pareceu mais acertado. Disse-lhe que o Pai Natal existe enquanto ela quiser que ele exista. Parece-me que foi uma resposta satisfatória porque quando saiu de perto de mim, com um sorriso nos lábios, disse-me "Então o Pai Natal existe, ponto final.".

Eu sinceramente não entendo esta parvoíce dos adultos acabarem assim com a magia do Natal dizendo às crianças que o Pai Natal não existe. Que mal há em as crianças acreditarem? Pessoalmente, penso que faz parte do ser criança e não vem mal nenhum ao mundo nem faz mal aos miudos acreditarem. Têm o resto da vida toda para viverem sem ilusões. A sério que não entendo mas tenho noção que os miúdos começam cada vez mais cedo a deixar de acreditar. E tenho pena. Mas cá por casa, enquanto os meus filhos quiserem, o Pai Natal existirá e todos os 24 de Dezembro, enquanto eles dormem, virá bater-nos à porta (baixinho para não acordar ninguém) para deixar os presentes nos respectivos sapatinhos. (Bate à porta porque não cabe na chaminé.)
No dia 24 deve ser o dia de todo o ano em que eles adormecem mais cedo e sem uma única reclamação pois sabem que quanto mais cedo dormirem, mais cedo o Pai Natal passa pela nossa casa para deixar os presentes. Até dia 24 de noite, os únicos presentes que estão debaixo da árvore são os que são para nós oferecermos aos familiares e amigos. Os dos miúdos estão todos escondidos. No dia 24, antes de os deitarmos, cada um deles coloca o seu sapatinho perto da árvore de Natal. Depois de os deitarmos e de nos certificarmos que estão mesmo a dormir, tiramos as prendas dos esconderijos e arrumamos perto dos respectivos sapatinhos. Na manhã de 25, acordam (cedinho), acordam-nos a nós e descemos todos juntos para vermos o que é que o Pai Natal lhes deixou nos sapatinhos. É um momento de enorme alegria, um momento que eu não sei colocar por palavras mas que é imensamente bonito. Não demoram muito a sentarem-se no chão e a começar a rasgar os embrulhos para verem o que escondem, mostrando-nos todos os presentes depois de desembrulhados. A nossa manhã (minha e do pai) é passada a separar laços dos papéis de embrulho, a tirar bonecos de caixas, ler instruções, certificar-nos que não há brinquedos nem papéis de instruções a irem para o lixo por engano juntamente com os embrulhos e a brincar com eles. São sempre umas manhãs maravilhosas.
Esta semana, entrámos na semana em que todos os dias, os mais novos, nos perguntam quantos dias faltam para o Pai Natal chegar ou se já é a noite do Pai Natal chegar. Entrámos também na semana em que andam super excitados com a ideia de estar quase a chegar o tão esperado dia e por isso, muitas asneiras acontecem. Até desembrulharem as prendas isto vai-se manter assim, é preciso mesmo muita paciência.
Quanto à gripe que nos atacou, acabou por atacar o pai embora mais ao de leve, só se safou a Beatriz. A Camila recuperou a tempo de ir às aulas na sexta feira, último dia de aulas deste período, assim como o Tomás, mas ele não foi à escola. O Eduardo e o Gabriel, coitadinhos, foram os mais afectados e fizeram uns febrões horríveis, na quarta feira estava a ver que tinha de ir a correr com eles para o hospital pois não havia meio da febre baixar dos 40º. Lá conseguimos aguentar sem recorrer ao hospital. Mal comeram durante estes dias, cada refeição um suplicio maior que a anterior e até mesmo para os fazer beber água foi complicado, só queriam dormir e foi o que fizeram durante a maior parte do tempo. Mas felizmente ontem começaram a dar sinais de melhoria e estiveram mais bem dispostos embora o Gabriel ainda tenha tido uma pontinha de febre. Hoje nenhum deles fez febre e a boa disposição esteve presente. Eu também já estou boa, tive a sorte de não ter sido muito afectada senão seria complicado. Valeu-nos, também, a ajuda dos avós com os miminhos extra para os seus doentinhos.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Senhora Dona Gripe:

Sei que somos uma família simpática e que a nossa casa é acolhedora mas não havia necessidade nenhuma de nos teres vindo visitar uma vez mais!

Escaparam o pai e a Beatriz. Veremos até quando!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Árvore de Natal

Montámo-la ontem, como é tradição cá em casa. Cheia de bolinhas e luzinhas. E não tarda é dia 25 de manhã e a árvore estará cheia de embrulhos coloridos, perto dos respectivos sapatinhos.
Adoro o Natal! Toda a magia associada, os preparativos da noite da consoada, o comprar as prendas para as pessoas que amo, o embrulhar as prendas e colocar laços, o jantar com a mesa ainda mais cheia do que é costume, o ser acordada cedinho pelos miudos para irmos ver que presentes o pai Natal deixou durante a noite. Adoro tudo isto!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Do Pai Natal

No domingo fomos, como já vem sendo hábito de há uns aninhos para cá, ver o Pai Natal. Os miúdos iam radiantes com a perspectiva de ver o velhinho das barbas brancas. Estivemos um pouquinho na fila à espera da nossa vez e quando ela chegou lá foram os cinco (mais aqui a mãezinha pois um certo menino não me quis largar a mão). Em resposta à pergunta "Então e tens-te portado bem?" feita pelo Pai Natal, o meu filho Gabriel respondeu sem hesitação e com um ar muito sério "Não"! E como quem diz a verdade não merece castigo, parece que o rapazinho vai ter presentes no sapatinho na mesma.
É que anda mesmo numa fase em que o comportamento está péssimo... Muitas birras, a maior parte delas sem qualquer razão de ser, na escola nestes dias já ficou mais de duas vezes de castigo por mau comportamento, está constantemente a desafiar a nossa autoridade. Tem sido um grande teste à nossa (do pai e minha) paciência. Espero é que isto passe rápido.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

27 semanas

Ando a modos que... exausta. Estou numa fase em que se por um lado quero que o tempo passe rápido, por outro quero que passe devagarinho. Está tudo a correr bem com a gravidez e isso é o mais importante. Tem sido uma gravidez muito calma e espero que assim se mantenha até ao final. Os finais de tarde são de muita actividade aqui nesta barriga, principalmente nos dias em que os irmãos estão mais barulhentos e irrequietos. Ontem, eu sentada no sofá com as crianças em volta de mim, barriga destapada e 5 mãos a tocarem-me na barriga. É um momento maravilhoso este de senti-la mexer e ter as mãozinhas (ultimamente geladas) dos irmãos a procurar sentir o movimento. A Camila e a Beatriz gostam imenso de falar com a irmã e é engraçado de ver que ela reage de maneira diferente às duas: quando a Camila fala ela tem tendência para se mexer menos; ao som da voz da Beatriz mexe-se bastante. Mas não pensem que a pequenina só dá o ar de sua graça aos irmãos! É já muito menina do papá e tem vindo a presenteá-lo com sessões de "ginástica" na hora que nos deitamos. São momentos deliciosos.

Andamos às voltas com as questões de logistica pois talvez não vá ser viável passar a bebé para o quarto das meninas, que era a nossa ideia a principio, pois os horários vão ser muito diferentes mas isto também depende de como a bebé vai ser em relação aos sonos. Provavelmente só vamos pensar nisto na altura de a mudar de quarto, até lá fica no nosso quarto. Nas férias de Natal vemos começar a tratar do espaço dela no nosso quarto.

O nome... Continua a odisseia da escolha do nome. Está a ser mesmo complicado mas havemos de resolver e escolher um nome que agrade a todos.

Quanto às roupinhas e afins, temos bastantes roupinhas guardadas, em bom estado, que vamos usar para ela, mais presentes que temos recebido e as coisas que eventualmente possamos comprar, para os primeiros tempos está servida. A cadeirinha auto vamos utilizar as que guardámos dos gémeos, não vejo necessidade de estar a comprar uma nova quando aquelas ainda estão em bom estado. Banheira, cadeirinha alta de comer, espreguiçadeira também vamos aproveitar o que guardámos. É nestas alturas que eu gosto de ter esta mania de guardar as coisas! Resumindo, está tudo encaminhado para recebermos a nossa 6ª benção.

O olho do Gabriel já está bom. Ficou com uma marca pequenina para nos lembrar do susto mas do mal o menos. De resto, tudo operacional. Anda, assim como o Eduardo, entusiasmado com os ensaios para a festa de Natal mas acho que este entusiasmo na hora do "espectáculo" vai desaparecer. A Camila parece estar a dar bem a volta aquela situação menos boa e não voltou a recusar-se a ir à escola; não posso deixar de referir as excelentes notas que tem trazido nos testes, não é o mais importante mas é um orgulho enorme vê-la feliz com a recompensa do seu trabalho. A Beatriz... Anda num desatino! Irrequieta (não que ela alguma vez tenha sido muito quieta) até mais não e é preciso chamá-la à atenção mais de uma vez para que sossegue e nem sempre o dizermos duas e tres vezes a mesma coisa faz com que ela pare, algo que me tira do sério. O Tomás anda numa fase em que é um castigo conseguir que ele coma e anda meio birrento e carente. Não sei se lá vem alguma gripe ou se é só uma fase normal ou de chamada de atenção.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

3 anos, 3 meses e 3 dias

Achei imensa graça à barrinha do Eduardo e do Gabriel hoje.


quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Estou a pensar seriamente em abolir a televisão até ao dia de Natal!

Raio dos miúdos gostam de tudo e querem tudo... Nem quero ver o tamanho da lista da carta ao pai natal!

sábado, 17 de novembro de 2007

Semana para esquecer!

Há muito que não tinhamos uma semana tão má, tão atribulada... E felizmente que assim é senão dava em doida!
A Beatriz, no jogo de estreia, caiu desamparada depois de saltar para cabecear a bola e pregou-nos um susto enorme porque foi uma queda muito aparatosa e ela não se levantou logo. O treinador entrou logo quando se apercebou que ela não se levantava e de seguida chegaram perto dela os bombeiros que lá estavam de prevenção. Quando consegui chegar perto dela (que pareceu demorar uma eternidade) já ela tinha recuperado os sentidos, ainda meio atarantada. Foi levada para o hospital para ser examinada pois tinha tido perda de consciência e o bombeiro suspeitava de uma fractura no braço. Fizeram-lhe raio-x ao braço, fractura confirmada, e ao pescoço e coluna para se certificarem que estava tudo bem, aí o raio-x não revelou nada (felizmente). Depois do braço engessado, ainda ficou um tempo em observação para se certificarem que não havia traumatismo craniano. Saímos do hospital já ao inicio da noite e ainda com ordens para a manter vigiada o resto da noite. Esteve o tempo todo, mesmo durante a noite, muito queixosa, com dores no braço e no resto do corpo. O medicamento para as dores parecia não estar a ter grande efeito. No domingo já se queixou com menos dores e o dificil foi mesmo mante-la o mais sossegada possivel para que as dores no corpo passassem. Segunda acordou bem disposta, pronta para ir para a escola contar a aventura aos colegas e mostrar o braço engessado, com muitas recomendações para não andar aos pinotes para de noite não se queixar com dores no corpo. Os irmãos é que acharam muito engraçado o braço engessado.

A Camila, que esteve tão bem durante o fim de semana todo, chegou ao domingo à tarde a queixar-se com muitas dores de cabeça e maldisposta. Antes da hora de dormir chegou mesmo a vomitar. Teve uma noite muito agitada, com muitas queixas de má disposição e a parte final da noite até ficou na nossa cama. Quando a chamei de manhã, tornou-se a queixar com muitas dores de cabeça e à saida de casa, vomitou. Fui deixar os irmãos às escolas e voltei com ela para casa. Dei-lhe um chá com bolachinhas para ver se aquilo passava, vi se ela tinha febre ou tinha outras queixas e nada. Adormeceu, quando acordou não se queixou mais e passou o dia na preguiça no sofá. Eu estava a achar isto tudo muito estranho mas aliviada por ela se estar a sentir bem. Chega a hora antes de ir dormir, estavam a Camila e a Beatriz no quarto a arrumar as mochilas, quando a Beatriz me chama aflita porque a irmã estava a chorar muito. Chorou tanto que mal conseguia respirar... E no meio de tanta atrapalhação dizia-me "não me obrigues a ir mais à escola". Fiquei para morrer quando ouvi isto e a pensar como é que eu não me tinha apercebido logo a causa do mau estar dela...! Sabem aquelas alturas em que só nos apetece dizer que sim àqueles pedidos deles que nos partem o coração? A mim, naquele momento, só me apetecia mesmo dizer à Camila que ela não tinha de ir à escola se não quisesse e ir abanar a professora que a humilhou e que a fez sentir-se assim tão triste, tão desesperada... Custa tanto não os conseguir proteger de todos os males que possam existir... Sei que também não era saudavel mas a vontade é mesmo essa, impedir que eles se magoem seja com o que for. Falámos com ela no sentido de lhe explicar que fugir do problema não era solução e que ela tinha de não ligar ao que a professora havia dito pois ela e nós sabiamos que a intenção dela nunca foi querer saber mais do que a professora. A certa altura já falava de uns colegas que aproveitaram a deixa da professora para passarem o resto do dia a importunar-lhe o juizo... Será que a senhora professora pensou nas consequências daquela chamada de atenção em frente de toda a gente?! Foi muito complicado acalmar a Camila porque estar-lhe a dizer que ninguém iria gozar mais com ela pois certamente que com o fim de semana já se tinham esquecido do sucedido não lhe estava a chegar. Ficou decidido que no dia seguinte ela iria à escola e que eu iria falar com a directora de turma para a colocar ao corrente da situação. A noite foi agitada, ela mal descansou, sempre naquele sono mexido e a acordar muitas vezes, claro que de manhã estava cheia de sono mas isso não podia servir como desculpa para enterrar a cabeça na areia mais um dia. No caminho para a escola a Beatriz lá ia tentando animar a irmã, até se ofereceu e ao Tomás para irem à escola bater em quem andava a gozar com ela (a Beatriz é assim muito despachada e ficou muito muito chateada por saber que alguém andava a deixar a irmã triste). Tive bastante sorte pois encontrei a directora de turma e ela tinha um tempo para me receber. Perguntei-lhe se seria possivel falar também com a professora em causa, a directora de turma foi ver se a outra professora tinha disponibilidade para falarmos mas a resposta foi negativa. Como queria ver a situação resolvida, contei-lhe a versão dos acontecimentos que a Camila me havia contado, disse-lhe da recusa da Camila em ir para a escola e a senhora sempre a olhar para mim com um ar não muito surpreendido. Disse-me a directora de turma que já não era a primeira vez que haviam pais a queixarem-se daquela professora e que ia falar com os colegas da Camila, de modo geral e abstracto, acerca de andarem a gozar uns com os outros. Perguntei-lhe se seria possivel marcar uma hora para falar com a outra professora mas ela aconselhou-me a não o fazer para já, para só falar com ela se uma situação igual ou parecida se repetisse. Embora a minha ideia seja não haver outra situação como esta, concordei. Quase no final da conversa apareceu uma outra professora da Camila que me disse o mesmo que a directora de turma já me tinha dito,que a Camila é uma aluna muito participativa e interessada, que embora tenha os seus momentos de conversa com a colega do lado sabe quando deve parar e respeita quando a avisam do comportamento incorrecto e que se vê que ela é uma criança muito feliz. No final deram-me os parabéns pela excelente aluna que ali tenho. Até agora parece que a conversa da directora de turma com os alunos surtiu efeito e a Camila não se tornou a queixar que gozam com ela. No dia da conversa, terça feira à noite, ainda se queixou de um friozinho na barriga e de estar maldisposta mas depressa passou. Eu é que continuo aqui a remoer no como isto a marcou...

Quarta feira, julgava eu que não nos podia acontecer mais nada nesta semana e que ia descansar das emoções vividas nos dias anterior mas não podia estar mais enganada! Pouco antes da hora de almoço ligam-me da escolinha dos meninos pois o Gabriel tinha aberto o sobrolho e talvez eu quisesse ir com ele ao hospital. Fui a voar até à escola e lá encontrei o Gabriel e o Eduardo, sentados um ao lado do outro, o Eduardo com o braço em volta do irmão e com um ar tão encolhido como se tivesse sido ele a magoar-se. O olho do Gabriel estava a ficar muito inchado e sangrava, embora fosse uma coisinha pequenina. Achei mesmo melhor levar o Gabriel ao hospital só que queria que o Eduardo ficasse na escolinha pois o hospital não é de todo o lugar indicado para eles andarem sem necessidade. Mas e conseguir convencer o Eduardo a ficar na escola à espera do irmão? Ou convencer o Gabriel que o irmão ficava na escola e depois ele ia lá ter com ele de novo? Com aquele ar tão aflito que os dois tinham na cara, aquelas maozinhas dadas já ao meu lado para se virem embora... Acabei por levar os dois. Felizmente não foi preciso coser e segundo a médica, ele teve muita sorte com o sitio onde se magoou porque um pouco mais abaixo e tinha-lhe apanhado o olho. A médica avisou logo que o olho ainda iria inchar mais, que era para colocar muito gelo para ir diminuindo o inchaço. Na quarta feira de noite o olho já não se abria e estava com uma cor tão feia... Ontem e hoje ficaram os dois em casa pois achei que era arriscado mandar o Gabriel para a escola com o olho naquele estado. Hoje o olho já está com uma cor menos feia e ele já o consegue abrir ligeiramente. Mas a confusão que me faz olhar para o olhinho dele assim... E o Eduardo anda tão mimoso com o Gabriel, mais ainda do que o costume.

Quando acordei na quinta feira já só pensava "o que será que vai acontecer de mau hoje?" mas tive sorte e não aconteceu nada. E hoje também tem estado a correr tudo bem, sem acidentes nem grandes confusões. Já bastou tudo o que aconteceu! Entretanto, já perdi a conta ao número de vezes que disse, durante esta semana, "Cuidado com o braço da tua irmã" e "cuidado com o olho do teu irmão". No meio disto tudo, o bom, o ver que os meus filhos se adoram e que ver um deles mal mexe com eles e fazem de tudo para o ver bem. Tem havido tanta troca de mimos estes dias entre eles e muita entreajuda. É muito bom mesmo.

O tamanhão deste post... Tinha mesmo muito para escrever.

Muito obrigada a todas pelas opiniões acerca do post anterior.

sábado, 10 de novembro de 2007

Da Camila

Ontem foi uma Camila muito triste que entrou no carro quando a fui buscar à escola. Fiquei preocupada porque é muito raro vê-la triste e perguntei-lhe logo o que se passava, se tinha havido algum problema na escola, se estava com alguma dor. "Agora não quero falar" foi a resposta que obtive. Quando chegámos a casa voltei a tentar e em resposta choro, muito choro, choro sentido. Nem imaginam como eu estava nesta altura, também só me apetecia chorar e estava super aflita a pensar em tantas coisas que podiam ter acontecido para a deixar assim... Depois de muitos mimos e colinho, a Camila foi-se acalmando e conseguimos conversar sobre o que a tinha deixado assim tão triste. O motivo deste drama todo: uma nota de um teste mais baixa do que ela estava a contar porque a professora não lhe cotou umas perguntas por ela ter colocado mais informação do que a que ela tinha falado na aula e o pior, uma chamada à atenção por parte da professora em frente à turma toda de que não tolera meninas que pensam saber mais do que a professora... Conhecendo a minha filha como conheço, sei que o pior que lhe podem fazer é chamá-la atenção na frente de outras pessoas... Não vos passa mesmo pela cabeça o que eu senti (e ainda sinto ao pensar nisto) quando a minha filha, no meio do choro, me conta isto! Acham normal?! Não era suposto a professora ficar contente por ter uma aluna que faz pesquisa para além do manual escolar?! Desde quando é que colocar informação extra é pensar saber mais do que a professora?! Não sou professora mas tenho certeza que ia ficar muito satisfeita por ver que há alunos que se interessam e querem saber mais. Estive mesmo para hoje ir falar com a professora em questão mas a Camila pediu-me que não fosse e não queria fazer algo contra a vontade dela até porque a professora podia não gostar nada e depois ainda arranjava mais problemas com a Camila e não quero que tal aconteça. Mas que me apetecia ir falar com ela, apetecia! Agora vou esperar para ver como é que a professora vai agir com a Camila porque se acontecer algo parecido garanto que lá vou falar com ela.

Houve algo que a Camila me disse que me deixou a pensar... Será que exigimos demasiado dela(s)? Será que ela(s) sentem demasiada pressão nossa? Costumamos-lhe(s) dizer que para nós o mais importante é que sejam felizes e no que toca à escola, pedimos que dêem o seu melhor, não porque queiramos que sejam as melhores da turma mas porque sabemos que elas (e eles também) são muito inteligentes e, como tal, capazes de ter boas notas. Acima de boas notas, pedimos só que aprendam a matéria. Não exigimos para além das suas capacidades, ou pelo menos pensamos que não exigimos. Será que exigimos?

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Do fim de semana

Tivemos um óptimo final de semana aqui para estes lados. Começou logo bem, com os miúdos empolgadissimos com a ida ao pão por Deus, elas sozinhas, eles com o pai. A Camila e a Beatriz conseguiram encher um saco de pão cada uma, os meninos encheram menos os sacos mas como devem imaginar temos para aqui doces até mais não. Aconteceu algo um pouco desagradável que foi darem chocolates fora do prazo aos miudos, coisa que eu não entendo porque ninguém é obrigado a abrir a porta, se abrem é porque querem, então porque raio dão coisas fora do prazo?! Mas tirando isso, correu tudo bem. Também vieram cá bater umas quantas vezes à porta mas mesmo assim fiquei com saquinhos guardados.

Na sexta feira, dia de aulas para as mocinhas. Muita ronha para ir para a cama no dia anterior pois queriam ficar em casa, ainda mais ronha para sair da cama mas lá foram para a escola. Como lhes expliquei, se nós tivessemos ido de fim de semana, não havia problema em faltarem à escola, mas faltar para ficar em casa não fazia assim grande sentido. Ao final da tarde lembram-se de me pedir para fazerem uma festa de pijama, não estava com grande disposição para ter a casa num alvoroço mas lá concordei. Convidaram 4 amiguinhas mas "só" 3 vieram. A mãe da quarta menina disse logo às minhas filhas que eu já tenho trabalho que chegue com os meus filhos e por isso não preciso de mais uma a chatear. Por acaso não é a primeira vez que ouço isto, por vezes as mães das amiguinhas das minhas filhas dizem que não aos convites por acharem que me vão dar muito trabalho visto que já tenho a casa cheia. Não digo que não dêem trabalho, porque claro que dão mas é para mim um prazer ter as amigas das minhas filhas e, um dia mais tarde, dos meus filhos, cá em casa. E depois, é uma questão de simplificar: como estas noites de festa acontecem só de vez em vez dá para não caprichar tanto no jantar e as miúdas adoram que assim seja, jantaram pizza (a pedido da Camila) e tiveram direito a pipocas para verem um filme. Na hora de dormir, encheu-se um colchão daqueles de viagem na sala, por causa do barulho para os irmãos, mais o sofá, caminhas feitas ali e elas ficaram todas contentes a conversar, ler revistas, jogar jogos e a ver televisão até que lhes dê o sono (normalmente aqui tenho de as ir lembrando que já é tarde e que elas deviam tentar sossegar). A parte mais chata, para mim, é mesmo a de fazer as camas mas como a Camila e a Beatriz sabem disto, oferecem-se logo para ajudar a fazer. Aliás, quando me querem convencer para que diga que sim dizem logo que são elas que fazem as camas. Resumindo, correu tudo muito bem e elas divertiram-se bastante, de maneira extremamente barulhenta mas divertiram-se.

Sábado houve muita brincadeira lá fora, com direito a joelhos e mãos esfoladas no alcatrão e depois muita fita para se meter betadine nas feridas.

Domingo, dia do primeiro jogo de futebol do Tomás. Acordou às 6 da manhã porque já não conseguia dormir mais, tal era a excitação! Foi para a nossa cama ver desenhos animados e receber muitos mimos da mãe e poucos minutos depois adormeceu. Quando o chamei à hora de despachar, acordou todo bem disposto e feliz. O jogo correu muito bem, jogou muito bem (pronto, eu sou suspeita para dizer isto mas foi a opinião do treinador também) e, o mais importante, estava super feliz por ali estar. Para a semana há mais e há também a estreia da Beatriz.


Com um fim de semana tão preenchido, aproveitei e não fiz nada em casa, nada mesmo, agora tenho de correr atrás do prejuizo para não amontoar tudo o que precisa de ser feito senão é o caos. Mas soube-me muito bem não fazer nada a não ser aproveitar a presença dos meus filhos e dos amigos. Os fins de semana deviam ser sempre assim.

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

23 semanas (e um dia)

Já vamos com 23 semanas. 23 semanas vividas com muita alegria e muita calma, nada de ansiedades (pelo menos até agora e espero bem que assim continue). Gostava mesmo era que o tempo corresse mais devagar para conseguir aproveitar ainda mais esta gravidez que será, muito certamente, a última. Por vezes dou por mim a ficar ligeiramente triste ao pensar que esta será a ultima vez que vou ter dentro de mim o milagre da vida pois é realmente uma sensação única esta. Mas depressa me meto contente ao pensar que tive a sorte, o privilégio de experienciar esta sensação 5 vezes.



Vamos em 73º lugar aqui e em 72º aqui! E até chegar lá acima vai ser um instantinho.


Dos nomes... Está-se a revelar uma tarefa muito complicada! Então não é que cada um quer uma coisa e ninguém está com grande vontade de ceder! A Beatriz, que foi das primeiras a vincar que não ia desistir do nome que escolheu, deu a sugestão da pobre da criança ficar com os nomes todos preferidos de cada um de nós! Havia de ser giro havia! O pai e eu achámos que seria justo deixar a escolha do nome para os manos mas não estávamos à espera (pronto... o pai estava e avisou a mãe que assim ia ser complicado) que cada um quisesse um nome e não aceitasse os nomes propostos pelos outros. Muito possivelmente vamos ter de arranjar outra maneira mais democratica de decidir. Até agora as sugestões que temos são: Adriana, Francisca, Clara, Margarida e Rita, sendo que o Rita já foi Joana. E o pai confidenciou-me ontem que não se importava mesmo nada que a bebé se chamasse Concha. Já eu... Ainda não me decidi quais os nomes que prefiro.



Quanto às roupinhas e afins... Ainda não comecei a ver o que tenho guardado mas a ver se não passa deste fim de semana. Em principio as coisas que se tornam mais caras (cama, alcofa, cadeira de passeio) que temos guardadas no sotão estão em bom estado e vão dar para serem usadas, mesmo que se tenha de lhe dar uma cor ou um brilho para ficar com uma cara mais lavada. Logo se vê.

Isto é digno de registo... Amanhã as minhas filhas vão as duas, sozinhas com as/os amigas/os, pedir o pão por Deus! Isto depois de muitos dias a pedincharem, a usarem todos os argumentos que se lembravam para que eu dissesse que sim, de terem pedido aos amigos que me pedissem para as deixar ir. Acabei por dizer que sim. Porque elas são duas miúdas muito responsáveis (às vezes penso que responsáveis demais para a idade que têm), porque o grupo é grande e de confiança, porque isto faz parte do crescer. Claro que logo a seguir ao sim dito, veio a contestação do Sr Tomás que também queria ir com as irmãs. Vai com o pai e os irmãos. Ficou satisfeito quase na mesma. Cá em casa já temos uns saquinhos feitos, com rebuçados, um chocolate e um chupa, para entregar a quem nos tocar à porta.

Que tenham todos um óptimo feriado!


sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Faltas de respeito

Se há coisa que eu não tolero cá em casa são as faltas de respeito, quer sejam faltas de respeito deles para nós como entre eles. E eles sabem isso só que por vezes conseguem ser muito esquecidos e ontem aconteceu um desses momentos de esquecimento. Estava eu a dar banho aos gémeos quando ouço uma grande algazarra vinda do quarto dos meninos. Consigo decifrar a voz da Beatriz e a voz do Tomás. E consigo também decifrar umas palavrinhas menos bonitas ditas pela menina Beatriz ao Tomás. Chego ao quarto para saber o que se passa, cada um conta a sua versão ao mesmo tempo, falando cada vez mais alto para a sua voz se sobrepor à do outro. No fim desta confusão toda, estavam a discutir por causa de um jogo do gameboy! O Tomás estava a jogar gameboy sossegado no seu canto e a menina Beatriz não vai de modos e tira-lhe o gameboy para jogar ela com a desculpa de que é mais velha que ele por isso tem direito a jogar quando lhe apetece mesmo que ele esteja a jogar. Como me pareceu que eles andam demasiado esquecidos de como funcionam as coisas cá em casa tive de os relembrar que aqui em casa há que ter respeito igual uns pelos outros, os mais velhos pelos mais novos e vice versa, sem qualquer tipo de excepção em momento algum. Quanto à Beatriz, para além de ter tido de pedir desculpa ao irmão por lhe ter tirado o jogo e chamado nomes feios, teve de devolver o jogo ao irmão e está proibida de jogar durante 3 dias.
Espero bem que cenas como estas não se voltem a repetir porque das coisas que mais me custa é vê-los a discutir daquela maneira, embora saiba que é normal. E não gosto nada destas faltas de respeito porque não é assim que os temos educado.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Ontem apeteceu-me fazer uma extravagância e não me fiquei só pelo apetecer como acontece na maioria das vezes. Combinei com o paizinho cá da casa para ele ir buscar os filhos e ficar com eles durante o final da tarde e fui buscar as meninas para um final de tarde só de meninas.

Da escola delas seguimos para o cabeleireiro (que os cabelos estavam mesmo a precisar de um corte). Uma primeira vez para a Beatriz que nunca tinha cortado o cabelo fora de casa até ontem. E que contente que ela estava! Saímos de lá com uns cortes de cabelo todos bonitos, as miúdas iam radiantes, e com alguma fomeca. Estava a ser tão bom aquele tempo a três que decidimos telefonar ao pai para o informar que nós, meninas, iamos jantar as três, ou melhor, as quatro (que a bebé também conta) fora e ele ficava encarregue dos meninos. Seguimos para jantar, com muita conversa, muito riso e muita cumplicidade. No meio de tanta conversa, quando dei por ela já eram 22 horas! Mais do que horas de nos pormos a caminho de casa para deitar as miúdas mas até deu pena acabar aquele dia tão bom.


Ao chegar a casa, umas meninas todas vaidosas a perguntar ao pai se estavam giras e se ele gostava do novo look. Claro que o pai gostou. Quanto ao homem e amostras de homens da casa... Pelo estado (desarrumado) da casa diria que se divertiram imenso na noite só de homens. E como o saldo final foi tão positivo, a experiência vai ser para repetir mais vezes, da próxima vez vai o pai passear com as filhas e eu fico com os meninos. Noto que lhes faz (e a nós também) muito bem ter estes momentos em que a nossa atenção é dividida por menos ao mesmo tempo.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

"Mãe, depois da mana é um mano."

Dito pelo Tomás hoje de manhã enquanto o ajudava a vestir-se.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

A ida à consulta

O já já acabou por demorar muito mais tempo do que eu estava a contar. Foi um final de tarde/ inicio de noite atribulado com trabalhos de casa que exigiam ajuda e uma menina sem vontade de escrever um texto e birrinhas e tosses e choros e um miudo a vomitar por causa da tosse, do choro e da birra. Já passavam das 23 quando apaguei a luz do quarto das meninas, as ultimas dos 5 a dormir, e ouvi um "Até amanhã mãe. Até amanhã mana bebé." vindo da Beatriz. Estava dificil conseguir que os miudos adormecessem.

Mas falando do que interessa agora, a Camila e a Beatriz adoraram a consulta! Estiveram muito atentas a olhar para o monitor e a ouvir o que a médica lhes ia explicando. A mana quase que fez a malandrice de esconder o sexo (deve ter ficado envergonhada com tamanha plateia) mas no fim deixou ver tudo. A médica ia explicando o que ia aparecendo no monitor, elas maravilhadas, até que chegou o momento da verdade... A médica perguntou-lhes se sabiam a diferença entre uma menina e um menino, isto mais para os pequeninos que a esta altura já estavam a perder o interesse pelo que se estava a passar, e de seguida perguntou-lhes se eles conseguiam perceber o que é que a bebé tinha ou neste caso, não tinha. Claro que não é a coisa mais facil de se perceber mas a médica ajudou e as mais velhas chegaram lá. Ficaram eufóricas! O Tomás, que tinha vindo a passar da indiferença para a preferência por ter outro mano rapaz, ficou contente mesmo assim. O Eduardo e o Gabriel, a atitude continua a ser quase a mesma embora nesta altura já esteja tudo mais real na ideia deles. Quando saimos do consultório as minhas filhas pediram para irmos ver roupa de menina e lá fomos nós, comprar a primeira peça de roupa de menina. Um fatinho em tons de rosa, muito lindo e amoroso, que irá na malinha a levar para a maternidade para ser o primeiro fatinho da bebé, comprado debaixo do olhar atento da moça da loja que disse estar "maravilhada" com a minha "grande e linda familia" e só mesmo isso para sorrir e dizer para que não me preocupasse em arrumar quando as minhas filhas tiravam roupas do sitio e não as arrumavam direito ou quando os meus filhos andaram a jogar às escondidas dentro da loja.

Agora que já não é segredo que vem ai uma menina, vamos começar a ver o que temos e que pode ser aproveitado para termos ideia do que temos ou não de comprar. E vai ser tão bom ir mexer nas coisinhas pequeninas dos meus bebés já (tão) grandes!

E a nossa 6ª benção é....








....Menina!!!!










E a verdade é que a maioria acertou! O resultado da sondagem, com 143 votos no total, foi:

... menino 57 votos (39%)
...menina 86 votos (60%)


Volto já já para vos contar como foi a consulta, como os manos reagiram e essas coisinhas.

sábado, 13 de outubro de 2007

Acreditam que já vamos a metade desta viagem?! É que eu mal posso acreditar. Estava ali sentada no jardim a fazer a lista das compras e a tentar fazer um "inventário" das coisas a comprar para o/a bebé para termos tudo preparado a tempo e como que se fez luz que já só falta metade do tempo. As miudas andam super ansiosas à espera que chegue o dia da consulta para saberem o sexo do/a bebé e, apesar de continuarem as duas a preferir uma mana, a Camila diz que acha que é um menino e a Beatriz mantém a convicção de que é uma menina. Numa destas noites, ao passar pelo quarto delas, ouvi-as falar sobre os nomes que mais gostam mas não fixei os que elas disseram e até agora não se falou a sério sobre os nomes, está tudo à espera de saber o sexo para opinar. E dia 16 já está mesmo ai a chegar! Nestes dias que ficaram de molho, passaram tempo considerável encostadas a mim, a dar-me festinhas na barriga e a conversar com o/a bebé.
Engraçado como as percentagens da sondagem mudaram, no inicio os votos no menino eram em maior numero e agora é o oposto. Quem será que tem
razão? :)

Entretanto, a gripe passou. Finalmente. E para evitar, ou tentar evitar, mais gripes como esta, vacina para os 5.


O retomar da escola... Correu bem para as meninas, a Camila estava preocupada por estar a perder tantas aulas mas no primeiro dia de regresso conseguiu logo passar os cadernos; a Beatriz estava mais preocupada com os dias de brincadeira que tinha perdido do que propriamente com a matéria. Para os meninos é que foi complicado... Resolvi que talvez fosse mais fácil para os gémeos se eles fossem comigo ao 2º piso deixar o Tomás e só depois deixá-los a eles na salinha pois, pensei eu, que iriam ver como o mano ficou sem chorar na escola e iriam fazer o mesmo. Na teoria estava tudo muito bonitinho mas na prática... O sr Tomás resolveu ficar a chorar e a pedir para voltar para casa e claro que, solidários como os manos são, os gémeos ainda na sala do Tomás começaram a chorar também e a pedir colo. Estava a ver a minha vida muito negra e estava tão cansada que equacionei durante uns momentos voltar com eles para casa mas depressa voltei à realidade, acalmei-me, pedi-lhes que parassem de chorar e repeti aquela lenga lenga do costume de que "os pais vão trabalhar e os meninos ficam na escola a brincar com os outros meninos", prometi também que os ia buscar logo a seguir ao lanche. Não que tenha ajudado de muito pois o Tomás ficou com umas lágrimas a cairem-lhe dos olhos e os gémeos desceram as escadas a muito custo, sempre a chorar e a chorar ficaram quando os entreguei à educadora. Sei que pouco depois aquilo lhes passou aos 3 e passaram bem o dia.
O Eduardo e o Gabriel, antes de ficarem doentes, já estavam a entrar no ritmo: já não ficavam a chorar, eventualmente só com umas lagrimas nos olhos e mais o Gabriel que o Eduardo, já participavam mais nas actividades em grupo, já comiam e faziam a sesta com menos resistência; mas com estes dias todos em casa perderam um pouco o ritmo, o que é perfeitamente normal. Sei que com mais uns dias voltam a habituar-se ao ritmo da escolinha. O Tomás só chorou mesmo naquele dia, por mimo.

Acho que tinha mais coisas para contar mas esta cabeça não está a ajudar muito com a falta de memória...

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Então não é que a sra gripe nos pregou uma enorme partida e atacou a camada infantil toda de uma só vez? Resultado, 5 crianças mimosas e a exigir atenção sempre ao mesmo tempo e consequentemente, pai e mãe sem mãos a medir para chegar a todos. O que nos vale é que eles se vão mimando e entretendo uns aos outros! Hoje não houve escola para ninguém porque de manhã ainda estavam com febre e pelo andar da coisa, amanhã também ficam os cinco de molho. A ver se mandamos a sra gripe embora depressa para retomarmos o nosso dia a dia.
Lembrei-me agora de que nem quero imaginar a choradeira que vai ser quando deixar o Eduardo e o Gabriel na escola visto que irão ser no minimo 5 dias em casa... Maldita gripe...
Ia-me alongar e contar os progressos que o Gabriel e o Eduardo fizeram na escolinha mas tenho aqui um Tomás com umas faces muito rosadas a pedir miminhos de mãe, fica para assim que tiver um tempinho.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Sinceramente não sei como é que o governo pode achar que vão ter sucesso com estas novas medidas de incentivo à natalidade! Claro que é um passo em frente mas é so um quando são precisos muitos muitos mais. E não é so com mais dinheiro que se resolve isto, há muitos mais problemas a bloquear o crescimento da natalidade e o governo parece estar-se a esquecer disso. O governo tem mesmo muito trabalho pela frente se quer lutar a serio contra o envelhecimento da população.

Uma coisa que me faz uma certa confusão é a maneira como os escalões estão feitos pois acabam por não servir a muitas familias a quem deviam servir. Não estão mesmo nada bem ajustados à realidade. Olho para o nosso caso, recebemos uma ninharia de abono e temos 5, a caminho de 6 filhos, tudo porque o governo considera que recebemos muito no final do mês e como tal, os nossos ordenados chegam e sobram para sustentar os miúdos. E o nosso caso nem é dos piores porque felizmente, com mais ou menos ginastica, os nossos salários dão para os nossos gastos e nunca nos falta comida na mesa nem roupa no corpo. Também se não dessem, não tinhamos embarcado nesta aventura de ter muitos filhos. Aqui está outra coisa que também me faz confusão, o serem as pessoas com menos condições que acabam por ter mais filhos (e este assunto dava pano para mangas). Só mostra que a educação não está a funcionar e o governo tem de actuar aqui nesta situação também. É melhor ficar por aqui senão fica um post enormissimo...

Entretanto já imprimi os impressos para preencher e ir à segurança social para ver se tenho direito ao subsídio de gravidez, que bem jeito fazia. Mudando por completo de assunto....

Bem!! Está tão renhida a votação! No dia 16 acaba o suspense :)

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Da gravidez

Não tenho escrito muito acerca desta gravidez e hoje achei que era boa ideia mudar isso. Felizmente está tudo a correr bem, tão bem que se não fossem pela barriga e os movimentos do rebento, julgaria que não estou grávida. Caindo no lugar comum... Nem acredito que já se passaram 18 semanas, parece que ainda foi ontem que descobri que tinha dentro de mim mais uma vida a pulsar.

Fomos, eu e o pai, à consulta há poucos dias. Tudo bem com a mãe e com o/a bebé. Estava com medo de subir para a balança mas até que ela foi gentil e não acusou muito peso a mais. Saimos da consulta a saber o sexo do nosso rebento mais novo! Mas por enquanto é segredo pois a médica sugeriu-nos que não dissessemos nada aos filhotes e que em vez disso, os levássemos na proxima consulta que ela ia mostrar-lhes. Escusado será dizer que achei esta ideia maravilhosa. Acho que as minhas filhas vão adorar serem elas próprias a descobrirem se vão ter um irmãozinho ou uma irmãzinha. Quando chegámos a casa depois da consulta tivemos de dizer uma pequenina mentira às meninas, que estavam ansiosas por saber o sexo do bebé. Ficaram um tanto ou quanto desanimadas por não saberem já mas creio que vai ter ainda mais impacto quando elas virem com os próprios olhos no ecrã (isto se conseguirem perceber eheh). Nós pais ficámos muito felizes por saber o sexo mas iamos ficar felizes na mesma, fosse qual fosse o género. Muitas vezes quando me perguntam se prefero menino ou menina ou quando me dizem "agora devia vir uma menina para a conta ficar certa", respondo, na brincadeira, que prefiro que seja um menino pois assim tenho "desculpa" para engravidar mais duas vezes para, como tanta gente faz questão de realçar, igualar as contas.
Achei engraçado fazer uma sondagem sobre o sexo do bebé por isso, toca a votar. Estou curiosa para saber o que vocês acham!

Estou em falta com as visitas aos vossos cantinhos mas tem sido de doidos, não tenho tido tempo nenhum para estar ao computador e, na maioria das vezes, quando tenho tempo/ paciencia, tenho as minhas filhas (sim, aquelas catraias de 10 e 8 anos) a usar o computador para falar com as amiguinhas através do messenger.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Selinho da amizade

Recebi este lindo selinho da amizade da Cláudia, mamã da Daniela!
Muito obrigada!
É lisonjeador saber que sirvo de inspiração.

A Corrente funciona assim:

* cada participante indica mais dez. Com o objectivo de agradecer a partilha dos seus interesses, confissões, pensamentos, artes, etc.

* depois de escolher, devemos fazer uma visita ao blog de cada um dos convidados e deixar um comentário avisando-o da integração na corrente.

A parte do indicar mais dez está a ser muito complicada... Por isso vou indicar todas as meninas que aqui costumam passar (sei que passa um pouco ao lado da ideia da corrente mas....).

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Cá estamos de volta após um desaparecimento forçado, uma semana cheia com horários a cumprir e uma mãe doente.

A segunda feira, dia 17, trouxe o começo das aulas da Camila e da Beatriz, sendo que da Beatriz tinhamos a apresentação com a professora. A manhã começou cedo e atarefada com o despachar os miudos, arranjar pequenos almoços, lanches para meter nas mochilas das mais velhas e duas birras dos mais pequenos para calar. Conseguimos sair de casa a tempo de chegar a horas às escolas, o que foi bastante bom. Primeiro deixámos a Camila no portão da escola e lá foi ela toda contente ter com as amigas, nesta altura estava a Beatriz mais triste por este ano não ficar na mesma escola que a irmã. De seguida, deixámos o Tomás e os gémeos na escolinha. O Tomás ficou bem, aliás, nem tive direito a beijinho de despedida porque ele foi logo ter com os amigos que já estavam na brincadeira. Os gémeos por seu lado, ficaram a chorar baba e ranho quando os entreguei à educadora e me despedi deles. Saí da escolinha com o coração bem apertadinho ainda para mais porque ao chegar ao portão ainda os conseguia ouvir a chorar. Tive de me forçar a não voltar para trás para os ir buscar e segui para ir à apresentação da Beatriz. Estávamos nos na apresentação quando me telefonam da escola dos meninos a informar que o Gabriel tinha vomitado e estava com uma pontinha de febre pelo que tinhamos de o ir buscar. O pai ficou na apresentação com a Beatriz e eu fui direita à escolinha para ir buscar o Gabriel e trouxe também o Eduardo. Durante o resto do dia o Gabriel não tornou a vomitar nem teve mais febre e esteve bem disposto a brincar com o irmão em casa. A tarde decorreu com a normalidade costume e a meio da tarde fomos buscar a Camila e a Beatriz que vinham cheias de novidades para contar. Na terça feira amanheci com febre e com tonturas cada vez que levantava a cabeça por isso coube ao pai despachar os filhotes e deixá-los nas respectivas escolas. Como o Gabriel não teve mais febre nem vomitou, foi à escola também. Foi fácil deixar os mais velhos mas o mesmo não aconteceu com os gémeos mas como o pai é bastante prático lá arranjou maneira de deixar o Eduardo e o Gabriel sem ficarem a chorar. E que maneira foi essa? Disse-lhes que ia só num instante comprar um pacote de sugos para cada um e que eles ficavam ali à espera dele. Quando liguei a meio da manhã para saber deles, disseram-me que a manhã estava a ser calma, que depois do pai ter saido ficaram um tempinho sentados na frente do portão à espera do pai com algum choro mas pouco e mais por parte do Gabriel do que do Eduardo mas que pouco depois tinham ido brincar no escorrega, e que era para não me preocupar que eles estavam bem. Quando o pai os foi buscar de tarde, encontrou os 3 filhos a brincarem no recreio e entregou-lhes os sugos prometidos. Durante o resto da semana, aqui a mãe esteve remetida à cama e o pai ficou encarregue de todas as obrigações e saiu-se mesmo muito bem. Durante toda a semana funcionou bem a "chantagem" dos sugos, pode não ter sido a melhor psicologia mas ajudou e acabou por descansar um pouquinho o nosso coração de pais. Mas hoje, voltámos ao choro sentido quando os deixei na escolinha e confesso que não ia nada preparada para tal... Tentei que eles parassem de chorar mas como não consegui, tive de os deixar a chorar e ir embora com o coração bem apertadinho e uma vontade enorme de chorar mas qual não é o meu espanto quando uma hora depois ligo para a escola para saber como eles estavam e me dizem que o Eduardo e o Gabriel pararam de chorar uns minutos depois de me ter ido embora e que estão todos felizes da vida a brincar com os colegas! Aos poucos vão-se adaptando à escolinha.

Quanto às meninas, a Camila está a adorar a escola nova e os professores, já tem testes marcados e fez questão de os apontar no calendário que temos preso na porta do frigorifico para além de os apontar no quadro do quarto delas; a Beatriz também está a gostar das aulas embora me diga que já está cansada de fazer revisões pois quer aprender a matéria nova.
Aos poucos todos vamos entrando na nossa nova rotina e tudo se vai ajustando.


Cláudia, mamã da Daniela, muito obrigada pelo miminho!
E obrigada a todas pela força em relação ao mau bocado que passámos para deixar o Eduardo e o Gabriel na escola.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Novo ano lectivo II

Fomos hoje à apresentação na escola da Camila. Tivemos uma sessão de boas vindas aos pais e novos alunos em que nos mostraram a escola e nos explicaram o funcionamento dos vários serviços lá existentes (refeitório, bar dos alunos, secretaria, biblioteca). De seguida tivemos a apresentação com a directora de turma da Camila onde tivemos conhecimento de regras da escola e do funcionamento em geral da escola e das aulas. Recebemos a lista do material a comprar para cada uma das disciplinas e foi nisto que se passou a manhã. A Camila estava bastante satisfeita porque ficou na turma com a maior parte dos seus amigos e aqui a mãe dela satisfeita porque a turma dela ficou com o horário da manhã, o que facilita bastante para levar todos à escola e ir buscar na hora de almoço e apanhá-los à hora de saída. É menos uma coisa com que me preocupar.

As aulas começam a sério na segunda feira sendo que segunda tenho a apresentação da Beatriz. Mas no caso da Beatriz já sabemos que a turma se mantém, com excepção de algum aluno novo que se tenha inscrito, e a professora é a mesma do ano passado.

Quanto ao senhor Tomás, tem ficado muito bem na escola, acorda de manhã sempre bem disposto e cheio de vontade de ir para a escola. Gosta bastante da sala nova e de todas as actividades novas que lá existem.

Já o Eduardo e o Gabriel são uma história completamente diferente... Tem sido um pesadelo. Choram para ir dormir de noite, acordam imensas vezes de noite (mais o Gabriel que o Eduardo) e só tornam a dormir quando os colocamos na nossa cama ou quando um de nos se deita na cama deles, fazem uma birra inimaginável para sairem da cama de manhã, fazê-los tomar o pequeno almoço é praticamente impossivel e para entrar no carro é outra pequena grande luta. Vão o caminho todo naquela sinfonia de choro e tenho, literalmente, de os arrastar para entrarem na escola. Está a ser mesmo muito complicado para eles adaptarem-se à escolinha e começo a pensar que talvez tenha sido uma má ideia esta. Se nesta semana que têm ido só 2 horinhas de manhã e tenho ficado sempre lá por perto deles, que eles não me largam as saias, tem sido esta luta, nem quero imaginar como vai ser para a semana quando eu já não ficar por perto. Tenho sempre a esperança que eles se comecem a adaptar muito em breve, até porque eu não vou aguentar muitos mais dias vê-los a chorar daquela maneira sentida e a pedirem para irmos embora sem chorar também e sem os pegar ao colo para nos irmos embora (sim que isto de deixar os nossos filhos na escola a chorar não se torna mais fácil mesmo quando já o fizemos com 3 antes).A ver vamos o que vai acontecer na próxima semana...

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Novo ano lectivo

Na terça feira,foi o recomeço da terapia da fala para o Eduardo e o Gabriel e não podia ter corrido pior. Muito choro, muito grito, muito espernear e nenhuma cooperação por parte dos dois. Estava à espera que fosse complicado, que eles entrassem timidos e demorassem a ambientar-se mas só isso, mas nunca imaginei que reagissem como reagiram. E esta reacção faz-me ficar ainda mais de pé atrás com a nossa decisão de os meter na escolinha este ano. Eles não se mostram nada contentes com a ideia de ir para a escola. Sei que em grande parte se deve ao facto de desde sempre terem ficado comigo em casa. Sei também que eles fizeram muitos progressos no que se refere à capacidade de comunicação (que era algo que nos faziamos questão que acontecesse antes de os inscrevermos na escola) e que neste momento já são capazes de se fazer entender na maioria das vezes mas tenho receio que seja um passo para o qual eles não estão ainda preparados, que as educadoras não os consigam entender e eles se sintam mal com isso e que, tendo algum problema, não se consigam fazer entender e o problema se torne maior. São certamente duvidas sem fundamento mas é o que se passa na minha cabeça neste momento... Amanhã vamos até à escolinha com os gémeos falar com a directora e com as educadoras, ver como eles reagem e ver se é a melhor decisão, a de os levar para a escola este ano.

Ainda no assunto escola... Já chegaram os livros da Camila e da Beatriz (que arrombo que foi na conta bancária e ainda faltam as mochilas e o material que os professores vão pedir, mais a roupa de inverno). Elas já andaram a folhear os livros e a travar conhecimento com as materias, estão entusiasmadas por começar as aulas. E começam no dia 17 deste mês. Para a Camila é um ano de mudanças, já que o 5º ano é bastante diferente da primária mas estamos a contar que ela se adapte bem e que continue boa aluna; deixa também de estar na mesma escola que a Beatriz. O Tomás começa no dia 10 a ir à escola e está todo contente porque este ano são os mais velhos da escola e porque já não há sesta para ninguém. Entretanto fomos inscrever a Camila e a Beatriz no hip-hop, o Tomás e a Beatriz na equipa de futebol e o Gabriel e o Eduardo na natação mas como ainda não sei o horário da Camila, ainda está tudo meio no ar. Espero que o horário dela seja bom, de preferencia da parte da manhã para ser mais facil de conciliar com os horários dos irmãos. Mas a ver vamos...

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Das férias II

A melhor compra das ferias foram os camaroeiros que comprámos para os miudos. Nunca pensei que eles lhes dessem tanto uso mas o que é certo é que serviram para muitas coisas diferentes: para apanhar peixes no rio, para apanhar caranguejos, moscas, apanhar gafanhotos e até um louva-a-deus! O tempo que eles se aguentavam à procura dos bichos para os apanharem, nunca pensei, e no final da brincadeira acabavam por soltar sempre os bichinhos.

Foram 1€50 (x3) muito bem gastos. As crianças são faceis de contentar, felizmente.

Claro que não serviram só para coisas boas, também serviram "de arma de guerra" no meio de algumas pequenas zangas entre as crianças mas nada que nos tenha obrigado a esconder os ditos.

Das férias

Não que assim contado tenha muita graça, que não tem. Teve graça foi no momento e o ar dela ao dizer mas mesmo assim, aqui fica o relato.

Num dos dias em que decidimos fazer um almoço de piquenique, calhou passarmos por umas esplanadas de uns restaurantes na hora de almoço, enquanto andávamos a passear (ou a derreter com o calor). A Beatriz ia ao meu lado. Olha para o lado e vê um grande prato de batatas fritas e com um ar muito desolado vira-se para mim e diz "Grande prato de batatas fritas que aqueles têm e eu vou ter de comer uma sandes!"


Criança sofre!

domingo, 2 de setembro de 2007

8 anos

Beatriz,

há 8 anos juntaste-te a mim, ao teu pai e à tua irmã e imediatamente tornámo-nos uma familia (ainda) mais completa. É dificil pensar que já se passaram 8 anos desde esse dia. Há momentos em que eu penso que te conheço de toda a vida e outros em que penso "mas quem és tu?" e mal consigo acreditar que estás conosco há tanto tempo. Aprendo um bocadinho mais sobre ti a cada dia que passa e a cada dia que passa tu ensinas-me um pouco sobre mim.

És uma menina maravilhosa- e não por algo que o teu pai ou eu possamos ter feito, vem mesmo de ti. És uma criança segura de ti mesma, determinada e teimosa. Por vezes temos de nos forçar a lembrar que só tens 8 anos quando confrontados com a tua maturidade, o teu sentido de responsabilidade, o uso de palavras e expressões que a maioria das crianças da tua idade desconhece e não emprega. Nestas alturas sinto receio de que, de alguma forma, te tenhamos forçado a crescer demasiado depressa e que percas cedo demais o teu lado de menina. Mas depois, tão depressa como a duvida vem, passa, ao olhar para ti a brincar com as tuas bonecas e ao ver o sorriso nos teus olhos ou quando vens ter conosco e nos pedes um miminho. A tua versatilidade de tão depressa andares a correr atrás de uma bola ou a jogar aos berlindes como logo a seguir estares sossegada a brincar com bonecas ou com loucinhas é algo que me fascina. Como consegues tu gostar de coisas tão diferentes e integrá-las na tua vida e maneira de ser de forma tão fácil e natural?

Hoje, um dia cheio de sol e de calor, a tua festa de anos. Mais sorte do que no ano passado, mais amigas tuas já voltaram de férias e vieram partilhar contigo o teu dia. Adultos e crianças com quem partilhas o teu entusiasmo para com a vida e a felicidade que te está espelhada nos olhos, no sorriso, no rosto e nas gargalhadas. A tua energia e alegria são, sem sombra de duvida, contagiantes.

Tu, tal como todos os teus irmãos, és uma parte de todas as partes do meu ser. Feliz aniversário Beatriz!

Amo-te muito,
Mãe.

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

De volta!

Estamos de volta das nossas férias.

Foram umas ferias muito boas, com muitos passeios, muitos jogos e muita brincadeira. Fez-lhes bem a eles (miudos) e a nós. Soube mesmo muito bem o descanso que fomos conseguindo ter quando os miudos se ocupavam a brincar uns com os outros sem necessitarem da nossa intervenção. E lá saboreámos o silêncio muitas vezes apenas quebrado pelo riso ou exclamações de felicidade dos miudos. Como começa a ser da praxe, nas nossas férias há sempre alguém que tem de visitar o hospital. Este ano não foi excepção e lá fomos nós, não uma, mas duas vezes ao centro de saude/ hospital. A primeira ida calhou à pobre da Beatriz que foi picada por uma melga no olho (com tanto sitio para picar e o raio da melga foi logo escolher o olho), acordou de manhã com o olho tão inchado que nem abria. Lá teve de ir ao médico para lhe serem receitadas umas gotas e uma pomada. Ainda andou uns 3 dias com o olho bem marcado. O Eduardo foi o infeliz contemplado com a segunda visita ao hospital, uma cabeçada no chão que fez um barulho tão grande que deve ter sido ouvida aqui. Fez um galo enorme, mesmo com gelo feito logo de seguida à queda e começou a vomitar, aqui não pensámos duas vezes e lá fomos nós fazer uma visita ao hospital. Felizmente nada de traumatismo craneano e lá deu para prosseguir as ferias e continuar a aproveitar ao máximo.

O dia de aniversário do Eduardo e do Gabriel foi muito bem passado, com um almoço de piquenique que estava delicioso, um bolo (delicioso) para se cantar os parabéns e muita, muita diversão. Até teve direito a um jogo de futebol: rapazes contra raparigas! Adivinhem lá quem ganhou! As raparigas, claro!

Agora vem a parte menos boa... Lavar e passar a ferro a quantidade enorme de roupa suja, mas bem suja mesmo. Assim que tiver esta tarefa mais ou menos despachada meto em dia as visitas.

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

12 semanas

Lá fomos à consulta, ver o rebento mais pequeno. E que bom que foi! Tudo perfeitinho e direitinho. Saimos de lá com o coração a transbordar de amor e com uns grandes sorrisos estampados na cara, a sensação de que somos imensamente abençoados.

E é com este sentimento de benção e de felicidade que vamos de férias. Mudar de ares, aproveitar cada momento juntos, no meio de muita brincadeira e passeio. Pelo meio temos o terceiro aniversário do Eduardo e do Gabriel (nem acredito que aquelas pestinhas já fazem 3 aninhos, tenho mesmo de deixar de lhes chamar de bebés) que mesmo longe de casa vai ser comemorado em grande.


Até ao nosso regresso!

Interrogações

Como dizer a uma amiga que tenta há 10 anos engravidar, sem sucesso, que estamos à espera do nosso 6º filho?...

A vida é tão injusta por vezes...

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Da comida

Uma das coisas que mais odeio fazer é deitar comida fora e ultimamente acontece quase todos os dias! Anda tudo a sofrer de falta de apetite às refeições principais (que entre refeições vão pedinchando uns aperitivos) e o pai não consegue limpar os pratos dos cinco logo, ao final de cada refeição há comida a sobrar. E o problema não era muito grande se a comida não estivesse toda falsificada e não se estragasse logo ao fim de um dia! Realmente, a comida tem cada vez menos qualidade...

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

11 semanas e 2 dias

E eu já perdi a conta das vezes que me perguntaram se esta 6ª gravidez foi um acidente.

Não que houvesse algum problema em ter sido um acidente mas chateia-me que as pessoas achem que só por acidente é que acontece uma 6ª gravidez.

Tudo a correr bem com a gravidez, como se quer. Tem sido uma gravidez calma, os enjoos até que apareceram mas perceberam que não são nada bem vindo e depressa desapareceram. O sono também começou a dar treguas, ou isso ou venceu a falta de tempo que tenho para dormir. Estamos em contagem decrescente para a próxima ecografia, às 12 semanas. Mal posso esperar por ver o/a bebé de novo! Mas é uma ansia calma (se é que isto faz sentido), não estou nervosa nem preocupada que possa estar alguma coisa mal ou menos bem. Sei que está tudo bem e que o bebé está a crescer saudável.

E com calma vamos seguindo esta viagem.

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

5 anos

Parece impossivel que tu, meu amorzinho pequenino, estejas (já) a celebrar o teu quinto aniversário! Ainda me lembro do dia do teu nascimento como se fosse ontem e no entanto, já lá vão 5 anos. 5 anos cheios de bons e alguns maus momentos mas que também fazem parte da vida. 5 anos de extrema felicidade por ser tua mãe. 5 anos de muita cumplicidade, de muitos sorrisos e gargalhadas, de muitas conquistas e de muito muito amor.

Acordaste cedo mas não saiste da cama, ficaste a fazer-te de dificil como já vem sendo hábito. E as tuas irmãs em pulgas por te verem sair da cama para te darem um beijinho e sobretudo para te darem o teu presente, a rondar a tua cama e a destapar-te enquanto iam repetidamente cantando os parabéns. O teu presente... Aquela caixa enorme de dinossauros que tu namoraste durante tanto tempo e que não fazias a menor ideia de que a ias receber. Os teus olhos iluminavam a sala de tanto que brilhavam quando começaste a desembrulhar a caixa e te apercebeste do que era e o teu sorriso enchia o nosso coração. Tenho a sensação de que tremias de tanta excitação. Momentos destes valem muito mais que ouro.

Hoje o dia é feito à tua medida. O teu almoço preferido: rolo de carne recheado, mas do feito pela mãe que o do supermercado não é tão bom, segundo a tua opinião, e batatas no forno; muitos mergulhos na piscina e logo mais, uma festa para te cantarmos os parabéns na presença de familiares e amigos.

Tal como desejo todos os anos, para ti e para os teus irmãos, que a vida seja boa contigo e que os momentos de alegria sejam sempre em muito maior escala do que os de tristeza; que alcances na vida tudo o que mais desejas mas sempre com o teu esforço e dando o teu melhor paara que o sabor da conquista seja ainda mais doce. Cá estaremos, o pai e eu, para brindar às tuas conquistas e para chorar as tuas tristezas contigo, de seguida ajudar-te a erguer a cabeça e seguir em frente com esperança renovada. No nosso colo caberás sempre da mesma maneira que coubeste no dia em que te demos as boas vindas ao mundo.

Muitos parabéns meu amorzinho pequenino!

terça-feira, 31 de julho de 2007

Depois de uns quantos dias seguidos a ir para a praia com os cinco só tenho a dizer que... a piscina para o nosso jardim foi um excelente investimento!

Não é porque eles se portem mal, não são nenhuns anjos mas também não são nenhuns diabinhos; nem é por ter apanhado um susto ao perder de vista o Eduardo e o Gabriel depois de ter desviado os olhos por meio minuto para limpar a vista ao Tomás; nem porque a praia é má. É mesmo porque a cada dia que passa eu gosto menos de praia, da areia e da água fria.


A todas as pessoas a quem eu não agradeci "pessoalmente" no blog, seja por não terem blog, por não conseguir aceder ao blog ou por falta de tempo meu, um muito obrigada pelas palavras de felicitação. Fiquei mesmo tocada por saber que não somos encarados como malucos por irmos a caminho do 6º filho e que há pessoas que eu não conheço pessoalmente que se sentem felizes por nós, pela nossa familia (e isto também vale para todas a quem eu agradeci no respectivo blog). Muito obrigada! E são sempre bem vindas aqui a este cantinho.

segunda-feira, 23 de julho de 2007

No último post esqueci-me de dizer algumas coisas mas aquela hora a algazarra cá em casa era tanta que estava meio com a cabeça a pensar para escrever, meio atenta ao que se estava a passar no quarto da Beatriz e da Camila (como que já a prever que tanto barulho ia acabar mal), onde estavam elas e os irmãos. Andavam aos pulos na cama e a correr pelo quarto, o som dos risos e dos gritos de satisfação foram interrompidos pelo choro do Tomás que tinha caido da cama. E lá foi a mãe a correr até ao quarto a gritar que já os tinha avisado que não há pulos nas camas nem correrias nos quartos porque alguém se ia acabar por magoar. O Tomás estava deitado no chão com a cabeça virada para o chão e a chorar e quando o levanto, a boca cheia de sangue. Romaria até à casa de banho para se lavar a boca ao rapaz e ver os estragos causados pela queda e entretanto aproveito para lhes dizer de novo que quando os aviso para terem atenção às brincadeiras é para eles me ouvirem logo à primeira para evitar que depois termine de maneira menos boa. Não foi nada de grave, um lábio mordido na sequencia da queda, diria até que aquele choro todo foi mais do susto do que propriamente da queda. Giro giro foi o ar de arrependimento que tinham na cara!


Voltando ao assunto gravidez... Está a correr muito bem (felizmente), sem enjoos nem outros sintomas a não ser mesmo o sono mas até esse dá para aguentar bem. Se continuar assim, vai ser uma gravidez maravilhosa. Uma das nossas "preocupações" quando embarcamos nesta nova aventura era precisamente a de sairem gemeos de novo. Não é que fosse colocar-nos numa posição impossivel de resolver mas aí o orçamento ia ficar mais apertado porque já implicava mais mudanças. Por isso mesmo, suspirámos de alivio quando o médico nos disse que era só um/a.


As manas reagiram muito bem quando lhes contámos que vem um/a mano/a a caminho. Ficaram felizes da vida e até já manifestaram preferência em relação ao sexo do bebé: preferem que seja uma menina. O Tomás mostrou-se indiferente à noticia. O Eduardo e o Gabriel é que não pareceram ficar muito contentes com a ideia mas de certa forma estava já à espera porque para além de serem os bebés da casa, são os únicos que ainda não passaram por este processo da chegada de um/a mano/a. Mas com o tempo tenho certeza que se vão começar a habituar à ideia e não vamos ter problemas de maior. Estamos cá o pai e eu para os assegurar de que não vamos deixar de os amar e que o nosso colo chega para todos.

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Muito obrigada!

Muito obrigada pelas vossas palavras e felicitações. Engraçado como as melhores reacções que tive à noticia foram precisamente aqui, junto de pessoas que não conheço!
Infelizmente somos, cada vez mais, como que uma raridade no que toca ao numero de filhos e temos noção que, por isso mesmo, somos muito abençoados. É bom ver que há tantas pessoas que gostavam de ter uma grande familia mas por outro lado, é triste de chegar à conclusão que a grande maioria tem de se ficar pelo "gostava" porque a vida não permite mais. É mesmo muito gratificante ter a casa cheia, apesar do trabalho e de tudo o que exige de nós. No nosso caso, tivemos de tomar algumas medidas para fazer face às despesas: deixámos quase por completo de ir comer fora; nas férias não há viagens para fora do país; roupas de marca não usamos; somos adeptos das promoções nos supermercados (não há nada melhor para nós do que aquelas promoções do "leve 3, pague 2", a minha filha Camila até diz que somos a familia das promoções); andam em escolas públicas.
Quase todos os meses o dinheiro parece que voa, principalmente no supermercado, decididamente é aí que gastamos mais dinheiro. Confesso que às vezes me doi o coração ter de dizer a um dos meus filhos que naquele momento não lhe podemos comprar o que ela/ele quer (e as vezes fazem uns olhinhos que torna impossivel dizer-lhes que não) mas acho que isto também os ensina a ter noção do que custa ganhar o dinheiro e de que temos de fazer por merecer as nossas coisas.
Ajustámos a nossa vida de modo a passarmos o máximo de tempo com as crianças pois com tantos é mais dificil dar aquela atenção individualizada que eles precisam por vezes. Não deixámos de viver a nossa vida de casal, nem deixámos de estar com os amigos, apenas reajustámos conforme as necessidades dos miudos. E vale bem a pena, se vale...!
Todos os contras que podemos encontrar em ter a casa cheia de crianças são facilmente vencidos pelos prós. É, como disseram, uma questão de amor e de organização.

quarta-feira, 18 de julho de 2007

6

Lembro-me de desde sempre querer ter uma familia grande, com muitos filhos. Uma casa cheia. Cheia de risos e brincadeiras de crianças. Recordo-me da minha mãe me dizer, depois de lhe ter dito que queria ter 10 filhos, que quando começasse a formar familia ia mudar de ideias porque a vida é complicada, o tempo é pouco e ter um filho não é pera doce. A verdade é que não mudei de ideias quanto a ter uma familia numerosa, uma casa cheia, apenas moderei o número. Quando me casei não estipulámos quantos filhos deviamos/queriamos ter, estavamos de acordo que queriamos uma casa cheia mas não fixámos nenhum número, decidimos ver como nos corria a vida e decidir com base nisso. Veio a 1ª filha, a 2ª e depois o 3º, muitas opiniões de que já estavamos bem servidos porque tres é um bom número e porque tinhamos tido a sorte de depois de duas meninas, termos tido um menino. Quando decidimos ter o 4º filho muitos pensaram que tinhamos endoidecido de vez mas para nós a nossa familia ainda não estava completa e ter um 4º filho fazia tanto sentido como quando decidimos ter o 1º. O 4º e o 5º vieram juntos, uma benção enorme e o sentimento de que a familia estava mais completa. Mais completa mas não totalmente completa. E por não estar ainda completa, começámos há uns tempos a pensar num 6º filho. 6 parece-nos, ao meu marido e a mim, um bom número. O número que torna a nossa familia completa.

Tudo isto para dizer que estamos prestes a ser uma familia completa...



Lilypie Expecting a baby Ticker

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Ainda das compras...

Em mais uma ida às compras, desta vez com a canalha toda, quando a senhora da caixa (uma senhora já para os seus 40 anos) me diz o total a pagar comento que tenho de começar a alimentá-los a pão e água porque senão vou mesmo à falencia. Diz-me a senhora "Deixe lá, ao menos não come sempre sozinha como eu.". Só me queria esconder. É que realmente a senhora tem toda a razão!

sexta-feira, 22 de junho de 2007

O porquê da terapia da fala

O Gabriel e o Eduardo têm um atrasado no desenvolvimento da linguagem. Começámos a notar isto um pouco por comparação com os irmãos que com 2 anos já tinham meios de comunicação mais desenvolvidos e eles não são capazes de construir frases simples, frases com mais de duas palavras são para esquecer e mesmo com duas, é a muito custo e muitas das vezes não conseguimos perceber as palavras que eles estão a dizer. Têm uma linguagem própria entre os dois, conseguem entender o que cada um diz mas mais ninguém consegue percebe-los (bom, nós vamos apanhando algumas coisas e tentando perceber). Claro que tanto o pai como eu sabemos que cada um se desenvolve ao seu ritmo e que temos de lhes dar o espaço para eles crescerem no seu ritmo. Ficámos com a pulga atrás da orelha mas deixámos andar e ver como é que eles iam progredir. Eles não progrediram e começou-se a notar que isto interferia com a vida deles: começaram a retrair-se, deixaram de tentar dizer as coisas, recusavam-se mesmo a tentar dizer o que fosse e não queriam brincar com outras crianças. Ora, quando percebemos que isto os estava a afectar decidimos falar com a nossa pediatra acerca do assunto e ela recomendou-nos a ir a uma avaliação com um terapeuta da fala porque seria a pessoa mais indicada para nos elucidar do que se estava a passar e o que podiamos fazer para ultrapassar isto. Fomos com os dois à avaliação na terapeuta da fala e decidiu-se que o melhor mesmo era começar desde já com a terapia da fala. Eles ainda não estão a ir às sessões há muito tempo por isso ainda não lhes notamos grandes melhorias mas já dá para ver que eles se estão a esforçar por aprender.
Também nós pais já aprendemos algumas coisas: quando eles não conseguiam dizer determinadas palavras, fazíamos por compreendê-lo, desse por onde desse. Agora aprendemos que não os estamos a ajudar quando o fazemos; quando alguém lhes fazia alguma pergunta, se eles não respondessem, apressávamo-nos a responder por eles e isso também não os ajuda em nada; aprendemos que devemos tentar sempre falar devagar e de frente para eles; por vezes fazer de conta que não os percebemos de modo a que eles tenham de tentar dizer as coisas de outra maneira; corrigi-los quando dizem algo mal mas sem nunca os obrigar a repetir de seguida. Tem sido e vai ser um processo de aprendizagem para os dois lados e esperamos que eles comecem a ganhar confiança e desenvolvam a linguagem sem problemas de maior.

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Terapia da fala III

Hoje voltámos ao choro e à recusa a participar na aula. Nada parece motivá-los a querer ir e participar na aula, nem mesmo os autocolantes que a terapeuta lhes dá caso eles se comportem bem e participem. A caminho da aula passamos por um parque muito engraçado e eles costumam pedir para ir brincar por isso disse-lhes que se eles se portarem bem, sem choros e birras, e participarem na aula da proxima Terça feira, podem ir ao parque brincar. A ver se assim funciona.

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Compras

Para me despachar e também, confesso, na tentativa de poupar um pouco porque já se sabe que as crianças querem tres ou quatro variedades de bolachas e de iogurtes e nunca concordam com a qualidade dos cereais que se deve comprar, decido ir às compras sozinha (leia-se, com os gemeos) enquanto os miudos mais velhos estão na escola. Parte do plano sai furado porque, e já começo a estar habituada a isto, entro no supermercado com uma lista de 6 coisas e quando vou para pagar, tenho o carrinho das compras cheio e quase que me dá uma coisinha má quando a menina da caixa me diz o valor a pagar. É que nem comprei tanta coisa assim, comprei o que precisamos para alimentar o batalhão durante uns dias... É o sitio onde o nosso dinheiro voa, no supermercado. Acho que mais valia o ordenado ser logo depositado na conta do supermercado porque é mesmo lá que vai parar grande parte. Retomando... Depois de me recuperar da coisinha má que me ia dando ao pagar a conta e já com o carro cheio de sacos e a conta mais vazia, apanho os miudos na escola e vou para casa. Depois das compras arrumadas aparece-me a Camila na cozinha, abre armario, fecha armario, abre frigorifico, fecha frigorifico, vai à despensa, volta da despensa, torna a abrir o frigorifico e fica parada a olhar para o frigorifico (cheio de comida), desvia os olhos do frigorifico, olha para mim e diz-me "Não há nada de bom para comer! Não podes ir sozinha às compras!". Desculpa?! Nada de bom para comer?! Não lhe chega o frigorifico e o armario cheio de coisas? Será que tenho de lhe comprar o supermercado para ela escolher algo "de bom para comer"? E não posso ir sozinha? Não posso é sair de casa para ir ao supermercado senão ainda vamos à falencia. Temos de poupar, ouviste filha?

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Dia da criança

Depois da 2ª.Guerra Mundial, muitos países entraram em profunda crise económica e social. Quatro anos depois do nascimento da UNICEF, a Federação Democrática Internacional das Mulheres propos às Nações Unidas, em 1950, que se criasse um dia dedicado às crianças de todo o mundo. A 1 de Junho desse ano de 1950 foi comemorado pela primeira vez o "Dia Mundial da Criança".

Com a criação deste dia, os estados-membros das Nações Unidas, reconheceram às crianças, independentemente da raça, cor, sexo, religião e origem nacional ou social, o direito a:
- afecto, amor e compreensão;
- alimentação adequada;
- cuidados médicos;
- educação gratuita;
- protecção contra todas as formas de exploração;
- crescimento num clima de Paz e Fraternidade universais.

Contudo, só nove anos depois, em 1959, é que estes direitos das crianças passaram para o papel. A 20 de Novembro desse ano, várias dezenas de países que fazem parte da ONU aprovaram a "Declaração dos Direitos da Criança", uma lista de 10 princípios que, se forem cumpridos em todo o lado, podem fazer com que todas crianças do mundo tenham uma vida digna e feliz.

Quando a "Declaração" fez 30 anos, em 1989, a ONU também aprovou a "Convenção sobre os Direitos da Criança", um documento muito completo com um conjunto de leis para protecção dos mais pequenos (54 artigos!), que se tornou lei internacional no ano de 1990.

quinta-feira, 31 de maio de 2007

Terapia da fala II

Hoje o Gabriel e o Eduardo portaram-se muito melhor na terapia da fala. O Eduardo mal chorou. O Gabriel chorou durante a maior parte do tempo mas para o fim lá parou e começou a participar. Foi melhor que na primeira vez mas espero mesmo que para a próxima nenhum deles chore.

terça-feira, 29 de maio de 2007

Terapia da fala

O Eduardo e o Gabriel tiveram hoje a primeira sessão de terapia da fala. Vão começar a ir duas vezes por semana, cada sessão é de 30 minutos. Choraram os dois durante praticamente o tempo todo, o Gabriel começou a chorar e o choro dele fez com que o Eduardo chorasse também. Não costumam estar muito tempo longe de mim e acho que isso foi o principal problema. O Gabriel disse-me que estava a chorar porque me queria. No caminho para casa, com eles mais calmos, expliquei-lhes que na quinta feira vão de novo e disseram-me logo que não querem ir. Espero que eles se comecem a habituar rapidamente senão vai ser muito complicado.

terça-feira, 8 de maio de 2007

Dia da Mãe

No dia da mãe tive direito a pequeno almoço na cama, feito por elas, sem ajuda de ninguem. Uma bandeja com uma chávena de café, um croissant com doce e 5 flores apanhadas por eles cinco no jardim. Soube mesmo muito bem começar o dia com tantos mimos, tantos beijinhos e todos juntos na cama- temos é de pensar numa cama maior :)

Fizeram entre todos um postal . Está lindissimo e mostra um pouco do que cada um é. Mais uma vez conseguimos (felizmente) escapar ao espirito consumista e não houve nenhuma prenda comprada. Foi tudo feito por eles e penso que assim fica realmente com o espirito do dia, pelo menos do espirito que eu lhe dou. E o mais importante foi mesmo o ter sido um dia de qualidade, em que estivemos juntos, brincámos, rimos, trocámos mimos.

É uma sensação muito boa a de sentir que eles se sentem extremamente amados por mim (pelo pai também claro).

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Da ida ao supermercado...

... sem crianças:
  • Metade do tempo;
  • Metade da confusão;
  • Carrinho das compras muito menos cheio;
  • Menos dinheiro que lá fica;
  • E acho que as pessoas que arrumam os expositores também agradecem a falta de desarrumação causada pelos meus rapazes.

segunda-feira, 23 de abril de 2007

Pior dos finais de tarde III

Ter de responder n vezes à pergunta "o que é que vai ser o jantar?" e ouvir pelo menos um deles a dizer que não gosta da comida, que não quer jantar.

Pior dos finais de tarde II

Tê-los a discutir para ver quem vai tomar banho primeiro.

Nunca ninguém quer ser o primeiro.

quinta-feira, 19 de abril de 2007

Pior dos finais de tarde I

Passar em revista a comida que tenho em casa e ter de decidir o que vai ser o jantar.