domingo, 10 de fevereiro de 2008

Sentada a aproveitar o sol e a ouvir as minhas filhas a brincarem com o Tomás dou por mim a pensar em cada uma vez que estive grávida. Ainda a princesinha está embutida e eu já estou a ficar nostálgica e com saudades de estar grávida...


A primeira gravidez, correu muito bem apesar da ansiedade e dos receios que senti do principio ao fim. Sempre cheia de medo que algo corresse mal durante a gravidez, que ela não fosse saudável, que o parto corresse mal, que fosse doloroso. Penso no quando conheci a minha filha na primeira ecografia, a primeira vez que senti mexer-se em que não tinha certeza se era ou não a bebé a mexer-se, quando soube que ia ser mãe de uma menina e a cara de babado do pai quando o soube, a escolha do nome, as primeiras roupinhas que comprámos e o quartinho que montámos para ela, o tempo que estive em trabalho de parto, a primeira vez que vi a carinha dela e me apaixonei perdidamente por aquele ser indefeso que mal sabia chorar e esqueci por completo as dores, a primeira vez que lhe dei de mamar, a nossa primeira noite a 3 em casa que não correu nada bem com a Camila sempre a chorar e o pai e eu à beira das lágrimas também por não sabermos porque razão estava ela a chorar... Uma experiência realmente maravilhosa.




A descoberta da segunda gravidez, uma enorme alegria por nós sentida. Foi uma gravidez muito mais calma no sentido em que já não pensava constantemente nas coisas que podiam acontecer de mal, não tanto por estar mais confiante por não ser a primeira gravidez mas mais por estar ocupada com a Camila. Surgiram outros receios... O medo de não ser capaz de amar a Beatriz tanto quanto amava a Camila, de não ser capaz de dar conta dos cuidados das duas, de não ter tempo para o meu marido e o casamento se ressentir com isso. Quando a Beatriz nasceu e assim que a colocaram em cima de mim o receio de não a amar como à Camila desapareceu completamente e nunca mais por aqui andou. Tal como tinha acontecido com a Camila, apaixonei-me perdidamente pela Beatriz. Lembro-me de na altura pensar que o meu coração iria explodir de tanta felicidade e amor. Recordo também a primeira vez que as irmãs se viram, o beijinho que a Camila deu à Beatriz e o quão orgulhosa dizia às pessoas que aquela era a irmã dela. Os primeiros tempos a 4 foram tempos de ajuste à nossa nova realidade e em muitos finais de tarde dei comigo a chorar juntamente com o choro delas e a perguntar onde me tinha metido. Quando tudo acalmou cheguei à conclusão que engravidar de novo tinha sido a melhor decisão que podia ter tomado.




A terceira gravidez trouxe-nos um bebé que dava muitos pontapés, o que levou o pai a dizer, mesmo antes de se saber o sexo, que vinha um rapazinho a caminho. Não se enganou, veio um rapazinho saudável e com queda para o futebol. Lembro-me do dia que o Tomás nasceu como se tivesse sido ontem. Tinhamos vindo de um jantar na casa de uns amigos, já passava da meia noite. O pai estava prestes a deitar-se e disse-lhe que não se deitasse que o Tomás estava prestes a vir ao mundo. Os meus pais vieram cá para casa ficar com as meninas e nós fomos para o hospital. A enfermeira tinha visto a dilatação momentos antes quando senti que o Tomás ia nascer, chamei-a e ela disse-me que ainda não tinha a dilatação completa por isso não ia nascer já. "Senhora enfermeira é melhor ver de novo porque ele vai nascer agora" foi o que eu lhe respondi antes de ela verificar que eu tinha razão. Não tiveram tempo de me levar para a sala de partos, fiz força 3 vezes e o Tomás veio ao mundo. O meu primeiro menino. Ajustarmo-nos à vida a 5 não foi tão complicada quanto eu pensei que seria.




Para a quarta gravidez ficaram reservadas as maiores surpresas, preocupações e sustos. Ficámos muito felizes quando fiz o teste de gravidez e deu positivo. A nossa quarta gravidez, o nosso quarto bebé. O que não estávamos nada à espera é que fosse a nossa quarta gravidez e o quarto e quinto bebé. Quando a médica nos mostra no monitor do ecógrafo 2 seres pequeninos nem queriamos acreditar. Não sei quantas vezes o meu marido e eu perguntámos à medica se ela tinha certeza, se não se tinha enganado. Saimos do consultório com um sorriso enorme mas completamente incredulos e em choque. Lembro-me de chegar a casa vinda da consulta e me sentar na cama a fazer contas para saber até que ponto seria suportavel a chegada de dois bebés de uma só vez. Foi a gravidez em que tive mais enjoos e que me senti mais cansada. Comer era um grande sacrificio assim como arranjar energia para cuidar da Camila, da Beatriz, do Tomás e da casa. Quando as maleitas da gravidez começaram a passar, vieram os sustos: desde cedo estes meninos mostraram muita vontade em vir conhecer o mundo antes do previsto e depois de um grande susto, fiquei em repouso absoluto. Foi horrivel, não podia sair da cama a não ser para ir ao wc e sentia-me uma pessima mãe por não poder cuidar dos meus outros filhos mas mal eu sabia que ainda ia piorar! Completava as 31 semanas no dia que fui internada, foram as piores semanas da minha vida com a angustia de estar longe dos meus outros filhos e o medo que o Gabriel e o Eduardo se apresentassem ao mundo demasiado cedo. Às 35 semanas e 1 dia nascia o Gabriel seguido do Eduardo. Chorei muito, de alegria e de alivio, quando os ouvi chorar. Dois bonequinhos pequeninos e iguais que nem duas gotas de água.


Quando embarcámos para esta 5ª gravidez ainda tinha muito viva a experiência passada na gravidez anterior e nos primeiros tempos andei muito receosa. Depressa a minha cabeça entendeu que ia tudo correr bem, que a gravidez anterior tinha sido mais complicada não por mim mas por esperar gémeos. Tem sido uma gravidez bastante calma, felizmente. Em muitos momentos quase que me esquecia que estou grávida pois sentia-me mesmo muito bem. Agora na recta final chegaram os desconfortos normais mas que roubam muita energia e disposição. E se quero muito que ela se despache a vir conhecer o mundo, também quero igualmente que ela se deixe ficar no quentinho para aproveitar até ao último cartucho esta gravidez. Penso muitas vezes em como será que irá ser o parto e na reacção dos manos quando a virem pela primeira vez. Já falta pouco, muito pouco, para saber e para olhar para ela pela primeira vez.


Sem sombra de dúvida que cada gravidez foi a melhor decisão que podiamos ter tomado.
Data alterada já que ontem a net resolveu não funcionar.

16 comentários:

As minhas melodias disse...

Definitivamente o teu destino era ser mãe :0)
Que relato delicioso.
Beijinhos

Sofia disse...

Gostei muito destes relatos, até fiquei com a lágrimazita no canto do olho.
Ultimamente tenho vindo aqui diariamente e penso sempre: será que foi hoje? É que está mesmo quase! ;)
Só posso imaginar a alegria de mais uma princesa para encher o teu lar com ainda mais felicidade.
Desejo-te tudo de bom e uma hora pequenina (um parto como o do Tomás seria óptimo!)
Bjinhos

mamã disse...

Acredita que fiquei de lágrima ao canto do olho... emocionei-me mesmo! Quem me dera poder assim um post! ;)

Bjs grandes e boa sorte!

Mae Princesa disse...

Lindo...Adorava ter assim uma casa cheia!!! Houvesse €€€€....
Bjos grandes e vê se me visitas!!!Andas a perder as ultimas novs dos principes...

Tranças disse...

Ai, mulher que histórias lindas, até gostava de sabes ainda mais...curiosidade de mãe, para mãe.

jocas e tudo a correr bem.

Lótus disse...

Relato delicioso, transbordas amor a cada paragráfo.
Grande beijinho e aproveita bem a barriguinha.

1gota disse...

Adorei ler cada experiência!
Magnifico!


:*

Bala disse...

Adorei!!
Gostava de um dia poder postar assim....

Bjinhos

mamã Xana disse...

Um linda e grande família!

Ms não pode deixar de dizer que acho que és uma Mulher Muito Corajosa! :)

Carla Isabel disse...

Que maravilha!

Que familia linda!

Bjs
Carla

rita disse...

Há pessoas que nascem para serem mães e tu és uma delas, sem duvida... É um gosto ler-vos e saber novidades vossas... linda a vossa familia sem duvida!!!

Beijinhos

Rita&Tiago

Avozinha disse...

Que Deus vos abençoe com esta menina como vos tem abençoado com os outros! Um bom parto!

Mamã Petra disse...

Estou deslumbrada, deliciada com o teu relato, és mesmo a mãe e mulher maravilhosa que eu imagino.
Muitos parabens por essa familia fantástica.
Beijinhos grandes

CLS disse...

Com tanta experiência e boas memórias, será que te ficas por aqui?! :))

Costinhas disse...

lindo!

Cláudia, a mamã da Daniela disse...

adorei ler este teu post!
Eu sempre fui uma "mulher de muitos filhos", pelo menos em pensamento, já que tenho ainda uma!
Gostava de ter 3 filhos, pelo menos, e todos com curtas diferenças de idade!
Adorei estar grávida da Daniela e, apesar desta gravidez estar a ser mais cansativa, também é muito boa!